Sexta-feira, 18 de Fevereiro de 2011
por João Maria Condeixa, em 18/2/11

"Ah mas a direita também não seria capaz de evitar a escalada do desemprego!"

 

Falso. Para dar cabo das empresas e do emprego já basta a crise, não é preciso pedir ajuda ao Estado. Mas, ao optar por esta política orçamental o governo escolheu matar a economia, aniquilar o consumo e a procura interna. Preferiu esbulhar por via da receita fiscal os contribuintes apagando os erros e escamoteando a despesa pública pela qual é responsável, sem perceber que o que arrecadava para os cofres do Estado iria sair pelo lado dos apoios ao desempregados a curto e médio prazo e por outros apoios sociais.

 

Quando, já no limite, as PMEs se deparam com o crédito mais restritivo - também resultante do clima de retracção de que os bancos se previnem - com uma sobrecarga fiscal agravada e uma consequente descida na procura, nada lhes resta muita vezes senão despedir e/ou fechar portas.

 

Daí que a direita queira poupar as empresas. Pois reconhece que cada uma que "poupa" é, pelo menos, um emprego que salva, um potencial - por microscópica que  seja a empresa - motor  quer está a preservar para ajudar o país no momento da recuperação e um apoio que o Estado evita dar.

 

O desemprego seria alto, mas não chegaria aos níveis a que iremos assistir durante o próximo semestre, fosse a direita que estivesse no poder.


publicado por João Maria Condeixa às 17:27
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Quarta-feira, 16 de Fevereiro de 2011
por João Maria Condeixa, em 16/2/11

...jovem mulher licenciada e grávida conseguiu arranjar emprego.

PS - pouco deve faltar para começarmos a ver coisas anunciadas desta forma.


publicado por João Maria Condeixa às 18:44
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Quarta-feira, 17 de Novembro de 2010
por João Maria Condeixa, em 17/11/10

"Quando as pessoas não recebem nada são mais activas a procurar trabalho. O tempo médio de permanência no desemprego das pessoas que não são subsidiadas (...) é inferior a um ano, enquanto nas pessoas que recebem é superior a dois. É um facto que cerca de 70% das pessoas que não arranjam trabalho durante os dois anos e tal em que receberam subsídio acabam por o conseguir menos de um ano depois de terem deixado de receber. E isso, no mínimo, é estranho."

 

Francisco Madelino, Presidente do IEFP ao Expresso deste fim-de-semana passado.


publicado por João Maria Condeixa às 09:15
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Quarta-feira, 15 de Setembro de 2010
por João Maria Condeixa, em 15/9/10

É notória a vergonha que temos nos nossos números do desemprego e a dificuldade que os nossos governantes têm em lidar com o assunto. Desde que ultrapassámos os 10%, que nos vêm impingir a ideia, com base no emprego sazonal, de que estamos a melhorar ou que os dados do Eurostat são pouco fiáveis. Enquanto o país clama por soluções e o Presidente da República exige para que se conte a verdade, o governo e o PSD, embaraçados por não terem soluções, vão aproveitando tanto quanto podem a novela da revisão constitucional.

 

E a suportar este discurso fugidio está, sobretudo por comodismo, a comunicação social ao apresentar, em vez dos valores de desemprego, a variação que existiu no emprego. É que é menos chocante, muito menos assustador, dizer que o emprego caiu 1,5% em Portugal do que noticiar que o desemprego subiu para os 11%!

 


publicado por João Maria Condeixa às 15:30
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Segunda-feira, 6 de Setembro de 2010
por João Maria Condeixa, em 6/9/10

Cavaco exigiu que se falasse a verdade sobre os números do desemprego

Esqueceu-se de apelar ao mesmo sobre os impostos - contrariando a falácia do corte nas deduções - sobre o derrape na despesa pública - que o governo diz não ser preocupante -, sobre a factura do BPN - que ninguém sabe quanto irá ser - e sobre a crise na justiça e no ministério público - que teimosamente finge ignorar -.


publicado por João Maria Condeixa às 15:31
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Sexta-feira, 2 de Julho de 2010
por João Maria Condeixa, em 2/7/10

Em cada 10 portugueses, 2 estão desempregados. Com muito azar à mistura, dois desses dez podem perfeitamente ser os dois chefes de uma família que ontem viu o imposto sobre o consumo diminuir o seu poder de compra, enquanto também assistia a uma diminuição nas deduções em saúde e educação lá de casa. Ou seja, de uma vida díficil passou para uma vida infernal. Até porque, como se não bastasse, este governo pretende taxar o trabalho, com efeitos retroactivos - que pândega! - agravando assim triplamente uma família que já se via em dificuldades.

 

Mas, mais do que o dia-a-dia, é a esperança que está coartada. Se a família só vê o Estado a ir buscar aos bolsos e ao suor dos contribuintes e das empresas, financiamento para equilibrar as contas - isto para não dizer que é para continuar a financiar sonhos socialistas - e não vê o mínimo esforço para diminuir a despesa, nem melhorar a capacidade das empresas que geram economia e postos de trabalho, então a dita família não pode suspirar pelo amanhã, pois teme que ele apenas seja pior.

 

O Estado não está a ir buscar para ajudar quem precisa, está a ir buscar para se financiar a ele próprio. E se hoje vai buscar a 8 em cada 10 portugueses, amanhã  não sabemos quantos contribuintes ainda existirão com emprego para suportar essa demanda.

 

E o nosso Primeiro-Ministro continua no país das maravilhas a defender-se com os números da sazonalidade que aí vem..

 


publicado por João Maria Condeixa às 14:39
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Quarta-feira, 16 de Junho de 2010
por João Maria Condeixa, em 16/6/10

 

Faltou pouco, muito pouco, para que o jornal da noite abrisse com as polémicas, controversas, transtornadas, rebeldes e -ai!- quase incómodas críticas de Deco a Queiroz. Por pouco que se deixava para segundo plano os números do desemprego que continua a aumentar e que desde Abril o governo pretende pintar como estando a ser invertido significativamente, apenas porque, à boleia da empregabilidade sazonal do nosso Verão - que por acaso tarda em se anunciar -, o nefasto crescimento tem abrandado.

 

 

Por eles, esse abrandamento pinta-se de vitória. Para mim fica a dúvida se a descida de desempregados inscritos - para além da razão atrás indicada - não estará também relacionada com o descrédito na capacidade do Estado encontrar emprego a quem dele precisa. Afinal, apenas 15% dos que lá entram, saem de lá "realizados"...

 

Era portanto útil, até para percebermos o grau de interferência a estes níveis resultante do estragulamento do mercado pelo Estado, que se soubesse quantos dos milhares de desempregados optam por procurar soluções pela sua própria mão - que não se encontram nos 10,8% oficiais - e com que taxa de sucesso podem contar. E já agora se as remunerações são ou não melhores sem intermediários do IEFP.


publicado por João Maria Condeixa às 21:13
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Sábado, 29 de Maio de 2010
por João Maria Condeixa, em 29/5/10

Vi-me, reconheço, mais identificado com aquela mãe - ainda que discordando em parte do discurso - que num sábado à tarde decidiu arrastar o filho para uma manif da CGTP que não era a dele, do que com as mãezinhas que foram arrastadas pelas histéricas filhas para o Rock in Rio às 5 da manhã, porque "as meninas pediram".

 

Prefiro mil vezes que criem um revolucionário - desde que tenha sentido político e não seja um anarca explosivo - do que um histérico-paneleirote que só suspira por um futuro melhor, em vez de lutar por ele.


publicado por João Maria Condeixa às 21:22
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Segunda-feira, 12 de Abril de 2010
por João Maria Condeixa, em 12/4/10

 

Com 75 por cento das bilheteiras encerradas e cerca de 500 trabalhadores a aderir à paralisação, o sindicato que "defende" estes trabalhadores relembra, por pouco que seja o transtorno, às administrações deste sector, o quão importante é apostar num sistema de bilheteiras e fiscalização automáticas que permita dispensar, no futuro, toda uma classe. 

 

O Sindicato de Revisores da CP está em greve. Queixa-se do congelamento de salários e da "privatização das linhas mais rentáveis".

Há, hoje em dia, numerosos lugares com prazo de validade definido. É uma questão de tempo até que o "choque tecnológico" lhes saque o lugar com alguma naturalidade. Era pois, hora, de reformularem cassetes de outrora e passarem a exigir formação para uma preventiva reciclagem laboral. Que mantivessem os medos do passado, se assim entendessem, mas que acautelassem o futuro.

 

PS: experimentem ir para o privado para ver o que é congelamento salarial.


publicado por João Maria Condeixa às 11:54
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Terça-feira, 6 de Abril de 2010
por João Maria Condeixa, em 6/4/10

"Já estive na Figueira da Foz, em Loulé, em Valença, agora ando por Lisboa, mas quero ver se me piro para o Dubai!" - ouvido no café de manhã.

Pedreiros há que parecem viver em permanentes missões arriscadas pelo mundo fora, como se de militares de elite se tratassem. Combatem o desemprego e a quebra de oferta no sector, buscando aqui e ali soluções. "Vergam a mola" - como eles próprios diriam - onde e como tiver de ser. A filosofia dos que têm na mão um balde de massa ou um canudo recheado de sonhos, é por demais semelhante: viver com a instabilidade, procurar as alternativas e nunca assentar arraiais num só local e muito menos nos "direitos adquiridos". E assim tem de ser e só assim se vai lá.

 

PS - reparei agora que há quem encontre outras soluções. Não tão sérias, mas igualmente verdadeiras.


publicado por João Maria Condeixa às 15:34
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Sábado, 20 de Março de 2010
por João Maria Condeixa, em 20/3/10

Excelente post e lá vai O Jumento carregado de razão:

 

É muito fácil ser de esquerda com o dinheiro dos outros

(...)

A verdade é que nem os subsídios nem a caridade acabam com a pobreza, aliás, nem diferem muito na sua essência, não passam de duas formas diferentes de distribuir dinheiro aos pobrezinhos. No caso da caridade dá quem quer e não é seguro que todos recebam, com os subsídios estatais a contribuição é obrigatória e a caridade estatal torna-se num direito. Associar uma política de esquerda ao volume de subsídios é uma hipocrisia, da mesma forma que o é dizer que graças a esses subsídios diminuiu a pobreza.

 

A pobreza não é apenas um problema estatístico, é antes um problema social com facetas muito diversificadas que não é superado apenas com distribuição de dinheiro. Os subsídios poderão iludir as estatísticas mas nunca resolverão o problema, antes pelo contrário, são cada vez mais os pobres que fizeram da pobreza profissão e que estão bem mais preocupados com o direito aos subsídios do que com o direito ao trabalho.

 

Políticas sociais que medem a pobreza através de médias estatísticas tratando de igual modo aquele que tem poucos recursos porque não tem trabalho com aquele que não tem dinheiro porque não quer ou não gosta de trabalhar têm muito pouco de social e geram mais injustiças do que combate à pobreza, resolvem o problema pela via estatística mas promovem-na e consolidam-na, transforma a pobreza económica em pobreza cultural, transforma um problema numa situação endémica.

(...)


publicado por João Maria Condeixa às 20:00
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Quinta-feira, 18 de Março de 2010
por João Maria Condeixa, em 18/3/10

"Uma das coisa mais insuportáveis nos partidos à esquerda do PS é o seu moralismo puramente acusatório e a irresponsabilidade da maioria das suas posições. Para o Bloco e o PCP cada drama, cada injustiça, cada sofrimento humano dá automaticamente direito a um direito. Quem ousar mexer em certos direitos "adquiridos",  torna-se automaticamente num ser perverso e diabólico. É preciso deixar uma coisa bem clara: não pode haver direitos adquiridos sem atender às condições de possibilidade dos mesmos - e isto não é uma opção ideológica, é uma fatalidade inultrapassável.

(...)

Portugal é um dos países da OCDE onde a diferença entre o subsídio de desemprego e a remuneração líquida anteriormente auferida pelo trabalhador é menor. Num contexto de desemprego elevado, como o actual, não repensar o regime de subsídio de desemprego implica pôr em causa a própria sustentabilidade financeira desta prestação social, pelo que a proposta do PS é do mais elementar bom senso."

 

Podia lançar um passatempo, uma espécie de concurso que por cada sms enviada  receberia dez cêntimos e tenho a certeza que ficaria rico antes de adivinharem o autor e a origem destas linhas. Mas como sei que me acusariam de capitalismo selvagem, prefiro identificar já a autoria do discurso: João Galamba no Jugular.

Tivesse sido eu a escrevê-lo ou ousado sequer pensá-lo e teria uma corrente de anónimos insultos, mas ser um gajo de esquerda a fazê-lo deixa espaço para dúvida e obriga a tomar tempo para maturar o assunto. Espanta-me a insurgência ao discurso que defende um maior rigor na atribuição no RSI, para poder chegar a quem de facto precisa, e depois tanta benevolência a uma preocupação de principio semelhante, mas que por ser de esquerda já é tragável.

Portugal vive assim, refém desse complexo de esquerda que mina à nascença as ideias e aniquila as discussões que possam mudar o país.

 


publicado por João Maria Condeixa às 22:03
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por João Maria Condeixa, em 18/3/10

A Helena Matos fez o apanhado do delírio gradual em que foi entrando José Sócrates com as energias renováveis.


publicado por João Maria Condeixa às 11:57
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Segunda-feira, 1 de Março de 2010
por João Maria Condeixa, em 1/3/10

As crises também se medem nos pequenos pormenores e hoje vejo, no restaurante onde almoço, diariamente, que a corrida às mesas já não é a mesma de há um ano atrás. É com relativa descontracção e calma que consigo ir até à esquina enfiar um bifinho cheio de molho de natas goela abaixo, para depois o rematar com um tradicional pastel de nata. A crise de uns, a oportunidade de outros.

 

Mas a verdade é que, em dominó, a economia vai perdendo força. Retraíram-se os almoços, retraíram-se as necessidades do restaurante, retraíram-se os seus fornecedores e no fim da cadeia alimentar (podia o termo ser mais apropriado?) retrai-se o produtor.

 

Pelo meio, milhares de desempregados que indo à procura de oferta se deparam com outra retracção, a da procura de mão-de-obra.  E tudo porque a maioria das empresas, ou desconhece o dia de amanhã para admitir mais pessoal, ou porque amanhã vão ter é de dispensar trabalhadores ou então porque já colocaram à porta um eterno "volto já".

 

E, por muito que custe dizê-lo, é este o letreiro que um dia será posto ao Estado se continuar a canalizar fundos para apoio directo ao desemprego em vez de apoiar as empresas que geram economia e criam postos de trabalho. E não, não falo de acabar com o RSI, mas sim de traçar como prioridade das prioridades, o fomento aos que sobrevivendo poderão ajudar tantos outros a sobreviver.

 

O Nanny State sozinho não resolve a crise. Pode até tentar, mas mais tarde ou mais cedo terá de pendurar à porta um "trespassa-se".


publicado por João Maria Condeixa às 21:22
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Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010
por João Maria Condeixa, em 29/1/10

Segundo os números mais recentes, uma em cada dez pessoas com quem me cruzo na rua está no desemprego. Na azáfama do dia-a-dia é raro pensarmos nas várias repercussões deste cenário e limitamo-nos a lamentar aqueles que passam privações mais acentuadas, esquecendo os danos que estes números causam no país.

 

Sempre que um emprego cai significa que houve uma empresa que perdeu a possibilidade de remunerar alguém para dela retirar mais valias. Por outras palavras, mais vale estar quieto. Sempre que uma empresa abdica de criar mais valia deixa de entrar na corrida e corre o risco de caminhar para uma marcha lenta. Ora como todos sabemos - não são só os Físicos - difícil é vencer a inércia, pelo que amanhã estes 10,4%, que hoje nos são apresentados, significarão a perda de toda uma geração. Uma perda de empregos hoje, uma perda de empresas amanhã, um país que não produzirá no futuro!

 

Vamos ter uma geração que nunca conseguirá voar muito alto como um todo e que, tirando raras excepções (sim a tendência será aumentar as assimetrias) passará de uma "geração rasca" para uma geração falida, ou "à rasca" como já alguém disse. Se a enquadrarmos numa competitiva globalização, então é natural que comecem a achar que o PS tem razão: mais vale transformarmo-nos numa estância balnear!

Temas:

publicado por João Maria Condeixa às 20:06
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