Quarta-feira, 6 de Abril de 2011
por João Maria Condeixa, em 6/4/11

Um pedido de ajuda externo tem custos certamente menores que aqueles que trazíamos de cada vez que íamos aos mercados financiar-nos. Para já hipotecámos em créditos apenas a geração que aí vem. Mais um pouco e teriamos recorrido ao fundo de estabilização financeira da Segurança Social, antecipando a sua insustentabilidade e hipotecando a geração de hoje e aquela que se prepara para "ir".

 

Por muito que custe uma ajuda externa, ela não se propõe a hipotecar o futuro e o presente desta maneira. E essa diferença importa.


publicado por João Maria Condeixa às 21:40
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Terça-feira, 5 de Abril de 2011
por João Maria Condeixa, em 5/4/11

O Banco de Portugal aprendeu com os erros e já exerce o seu papel de regulador. Pena que a primeira vez que o vemos actuar tenha de classificar a compra de dívida soberana por parte da banca portuguesa como uma actividade de risco e aquela como uma espécie de lixo tóxico. 


publicado por João Maria Condeixa às 10:50
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Quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2011
por João Maria Condeixa, em 24/2/11

Guardo a ligeira impressão que Portugal deve estar a ser visto como um daqueles putos baixinhos, rabinos e travessos, que fartos de fazer merda o dia todo e adiando o mais possível o assunto, ficam à porta da casa-de-banho, de pernas quase cruzadas e mãos em concha sobre a virilha, batendo insistentemente para entrar à medida que a "aflição" vai aumentando. 

 

É que, aparentemente, vamos agora esperar até 24 e 25 de Março por uma cimeira que decidirá sobre a flexibilização do FEEF, o que poderá - desta vez é que é! - acalmar o nervosismo dos mercados sobre Portugal - esses que iriam respirar de alívio com a eleição de Cavaco -. Até lá vamos indo de leilão em leilão - o que é bom até porque os juros estão muito em conta - tentando adiar a "aflição" e combatendo veementemente todos aqueles traidores da nação que dizem que Portugal deverá pedir ajuda externa.

 

O que fica por responder é quem pagará todo este atraso imputado sobre o país. Quem pagará este ónus sobre as contas públicas e as hipotecas que temos constituído para o futuro, caso se venha a verificar, no final, que o pedido de ajuda é inevitável?

 

É que quando Portugal se for "aliviar", pode já ter estragado a bexiga, mas a Teixeira dos Santos o máximo que pode acontecer é perder o cargo!


publicado por João Maria Condeixa às 16:44
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Quinta-feira, 20 de Janeiro de 2011
por João Maria Condeixa, em 20/1/11

Nem os mercados são a tal coisa abstracta, nem a democracia deixou de existir por causa deles. Julgava que já todos tínhamos aprendido esta lição depois de repetida vezes termos tido que corrigir José Sócrates.

Daí que argumentar ou instigar medo com base nas consequências que as nossas decisões possam vir a ter sobre eles, me surpreenda e me faça discordar, sobretudo quando vejo que é alguém como Cavaco a dizê-lo - alguém que tem mantido alguma sensatez sobre o assunto.

Só que pelos vistos as eleições dão a volta à cabeça de qualquer um.

Não podemos entrar a pés juntos como tem feito Teixeira dos Santos, aka Paulinho Santos do governo, mas também não podemos ficar  seus reféns. E ameaçar nesse sentido é um mau princípio. Sobretudo para quem não tem necessidade de o fazer, pois com alguma segurança ganhará à primeira volta.

 

Hoje veio Fernando Nobre com a conversa do tiro na cabeça - ridícula, mas inocente -. Já o tiro nos pés foi dado por Cavaco Silva.


publicado por João Maria Condeixa às 17:38
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Segunda-feira, 17 de Janeiro de 2011
por João Maria Condeixa, em 17/1/11

Entre ir vender carros eléctricos a um membro da OPEP, como é o Qatar, ou acenar com pacotinhos de açúcar a um diabético venha o diabo e escolha! Vocês garantem-me que Sócrates falou no assunto sem ter sido saudado com uma salva de chumbo?

Julgo que era menos arriscado e produtivo ter ido directo ao assunto e falado logo da venda de dívida pública.


publicado por João Maria Condeixa às 21:20
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por João Maria Condeixa, em 17/1/11

À velocidade a que estamos a vender dívida ao estrangeiro, xenófobo que se preze passará a sentir repugnância pelo dinheiro.


publicado por João Maria Condeixa às 20:38
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Terça-feira, 9 de Novembro de 2010
por João Maria Condeixa, em 9/11/10

Esqueçam o post anterior. Já não vão ser atiradas quaisquer toalhas ao chão. Vieira da Silva já veio desmentir a meta dos 7% de Teixeira dos Santos para recorrer ao FMI. E eu já me devia ter habituado a objectivos que o Ministro das Finanças deixa por cumprir. Esta foi só mais uma derrapagem.


publicado por João Maria Condeixa às 15:27
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por João Maria Condeixa, em 9/11/10

Juros da dívida pública chegam a 6,966%. Quer as toalhas ou aquilo dos 7% foi só para provocar o pânico e aprovar o orçamento?


publicado por João Maria Condeixa às 13:50
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Sexta-feira, 5 de Novembro de 2010
por João Maria Condeixa, em 5/11/10

Quando os mercados fazem tudo ao contrário do que nos diz Sócrates, numa reacção diametralmente oposta às suas palavras, dando ideia de que se Sócrates diz, então é porque vai suceder o contrário, não será isso também um sinal que nos querem dar de que este senhor já não tem credibilidade para governar?

 

Um dia depois de aprovarem o orçamento e de Sócrates vir dizer não ao FMI, os juros sobre a dívida pública atingem o seu recorde e hoje, dois dias depois, o próprio FMI fala da inevitabilidade da sua vinda.

 

É caso para dizer: sei por onde vou. Vou por onde ele não for!


publicado por João Maria Condeixa às 12:00
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Quinta-feira, 16 de Setembro de 2010
por João Maria Condeixa, em 16/9/10

O Estado não contrai empréstimo para comprar casa nova, arrancar com um novo negócio ou apostar numa pós-graduação que lhe permita melhorar a vida. O Estado vai ao banco pedir empréstimo para pagar papel higiénico. Mais precisamente 2,5 milhões de euros/hora em papel higiénico, que é como quem diz, despesas correntes. O que representa um endividamento por português, médio, de 6 euros por dia ou 180 euros por mês, ou seja 20% do salário médio nacional (894€).


publicado por João Maria Condeixa às 16:04
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Domingo, 6 de Junho de 2010
por João Maria Condeixa, em 6/6/10

Por pouco não estava com Sócrates e contra Luís Amado e o meu próprio partido. Também não comungo da ideia de ver balizados na constituição o défice e a dívida pública. A constituição de um país não deve ser escrita pensando no potencial ou nas dificuldades económicas de uma nação e muito menos deve acautelar os possíveis falhanços dos ministérios das finanças. Admiti-los na CRP é começar mal de raíz.

 

Que culpa tem a constituição que Portugal tenha escolhido projectos e equipas nos últimos 30 anos que não tenham sabido equilibrar as contas públicas? Que solução milagrosa constituirá um tecto publicado no documento base do Estado? Nenhuma. Será apenas a desculpa perfeita para até esse limite não se equacionarem as medidas necessárias e só quando o alarme constitucional tocar,se passar à acção, de emergência e sobre o joelho, como até hoje se tem feito.

 

Portugal não precisa de uma Constituição com mais artigos e orientações. Precisa é que o pragmatismo político entenda que tem de sanar a falta de produtividade e cortar na despesa pública de uma vez por todas. E isso, um limite na constituição não ensina, nem explica.

 

Como se vê, estive quase do lado de Sócrates. A diferença é que ele não quer lá o limite para poder esticar ainda mais a corda. Enquanto para mim um limite na CRP já é estarmos a pensar em esticá-la.


publicado por João Maria Condeixa às 11:51
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Domingo, 14 de Fevereiro de 2010
por João Maria Condeixa, em 14/2/10

" A dívida pública de Portugal não foi especialmente abalada pela crise internacional, como se comprova pela evolução recente dos seus spreads face à dívida alemã, e foi possível repercutir a redução da euribor nas condições de crédito domésticas."

 

Este é um trecho do actual Secretário de Estado da Saúde, Óscar Gaspar, na altura, assessor económico do Primeiro-Ministro, publicado n' A Regra do Jogo pelo Carlos Santos. Quem lê o post e o coloca num contexto de tantos outros anteriores espalhados pela blogoesfera fica com a certeza de que a família Abrantes não só é maior do que se pensa, como também tira cursos no IPAM, tal é a qualidade das suas previsões económicas. É que, como relembra Carlos Santos, a dívida pública desde então passou para uns singelos 84% do PIB! 

 

Surgem então 3 dúvidas importantes, honestamente colocadas, e que eu talvez ainda não tenha apanhado por falta de tempo: donde e com que interesse vem toda esta desinformação? Serve esta postura de Carlos Santos para ilibar José Sócrates? Ou está Carlos Santos gratuitamente dedicado a expor os Abrantes deste mundo?

 

PS - lamento não ter copiado na íntegra o post. Ao que parece saiu de circulação!

 

 


publicado por João Maria Condeixa às 19:22
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