Sábado, 18 de Junho de 2011
por João Maria Condeixa, em 18/6/11

Este nosso estádio está cheio de velhos do Restelo que irão estranhar antes de entranhar. E por isso faltou compôr o ramalhete com um jogador reverencial. As claques reclamam mudanças, mas não gostam quando elas se fazem. As claques queixam-se de paternalismos, mas apavoram-se quando eles desaparecem. As claques pedem novos jogadores e tácticas - dizem mesmo que esse é um dos grandes males do país - mas amedrontam-se quando eles surgem. Para as satisfazer, faltou apenas esse pormenor na equipa. Alguém que não os fizesse temer a queda do céu sobre as cabeças.

 

Este é um onze inteiramente composto por rapaziada arejada e descomprometida de anteriores governos, corporações e, em grande parte, livre de partidarites - inflamação que é pior que uma ruptura do menisco -.

 

As ideias velhas já se tinham provado esgotadas e responsáveis pelas derrotas acumuladas. Esta rapaziada, que ainda não sofre de vícios - nem de estrelatos -, pode muito bem trazer as ideias que nos podem tirar do atoleiro onde nos acomodámos (talvez Nuno Crato e o eduquês sejam disso o melhor exemplo).

 

Além do mais, não herdando a camisola de ninguém, nem mesmo de Cavaco, é perfeita para implementar a táctica da Troika - pelo menos têm a desculpa para o fazer - e ousar ir mais além.

 

Falta ainda conhecer a equipa técnica, mas estou com vontade de os ver ir a jogo.


publicado por João Maria Condeixa às 18:00
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Quarta-feira, 15 de Junho de 2011
por João Maria Condeixa, em 15/6/11

Do governo, o que é do governo. Dos partidos, o que é dos partidos. Da Assembleia, o que é da Assembleia. Passos Coelho assumiu junto dos seus eleitores um compromisso que deve honrar, sem que o descarte, agora, para a esfera do governo. Parece-me uma boa leitura e sinal de bom entendimento entre os dois partidos, esta conclusão a que chegaram. E vai de encontro ao que aqui disse.


publicado por João Maria Condeixa às 13:06
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Segunda-feira, 6 de Junho de 2011
por João Maria Condeixa, em 6/6/11

Ao subir num mesmo momento que o PSD também subiu, o Paulinho das feiras - agora também dos bonés - mostrou que tem já um eleitorado fidelizado - por via das acções e não por via do clientelismo, pois na distribuição do "poderzinho" a coisa é incipiente - e que está a conseguir mostrar-se como alternativa ao PSD, ao mesmo tempo que assegura o futuro com a conquista dos eleitores mais novos que se revêem, parece-me a mim, no seu entendimento do mercado, da economia e do trabalho. Ou seja, dá pistas que o crescimento é estrutural.

 

Além disso não tem uma cultura fratricida e autofágica como os sociais democratas que cedo, ainda jotitas, se deixam muitas vezes vislumbrar pelo poder.

 

Mas com o poder chega novo desafio: o CDS não tem malha autárquica e vive do seu protagonismo no parlamento. Esvaziando esse palco para o governo e não havendo espaço para o grupo parlamentar brilhar tanto como na oposição - é natural que assim seja - só se souber trabalhar muito bem as estruturas e candidaturas às autárquicas, poderá almejar manter este crescimento. Se assim o conseguir e ao mesmo tempo sair depois do governo de cabeça erguida e reconhecido pelo seu trabalho, então terá dado um passo importante para ser alternativa em pleno.


publicado por João Maria Condeixa às 22:28
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Domingo, 15 de Maio de 2011
por João Maria Condeixa, em 15/5/11

O PSD ressuscitou um morto político para tentar compensar a vantagem que Portas tirou do debate frente a Passos Coelho. Fernando Nogueira apareceu assim, sem ninguém saber muito bem donde e sem que consequências lhe possam ser imputadas, apenas para dar o recado a Portas de que "deverá baixar a bola!".

 

Quem está morto, não é atacado e ainda que o seja, dificilmente morre mais. Fantasmagoricamente desaparecerá como apareceu, agora que o serviço foi prestado.

 

 


publicado por João Maria Condeixa às 20:20
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Quarta-feira, 11 de Maio de 2011
por João Maria Condeixa, em 11/5/11

 

Esta é a primeira Motion Graphics 100% Portuguesa sobre política. Espero que gostem. Vejam. Partilhem. Agitem, pois o momento merece!

 

PS - anda uma pessoa a trabalhar dois meses num vídeo para vir Catroga dizer "pintelhos" em directo na TV e abafar tudo num segundo. Mundo injusto!

PS II - será que vamos ter um pêlo púbico como capa de jornal?


publicado por João Maria Condeixa às 22:12
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Segunda-feira, 21 de Março de 2011
por João Maria Condeixa, em 21/3/11

Confio no projecto que o CDS guarda para o país, como sabem. Daí que não me espante que o rumo escolhido neste congresso seja, em grande parte, aquele que Portugal tanto precisa, hoje e no futuro. O CDS encontra-se mobilizado, unido e detém a alternativa programática e estratégica ao bloco central.

 

Só que o CDS terá de passar a aplicar para si aquilo que preconiza para o país, para que o crescimento que lhe ambiciona seja também o seu. Virar-se para fora, indo captar independentes, é imprescindível para que o projecto seja enriquecido. Mas deverá cuidar também dos de dentro: daqueles que se esforçam por permanecer até altas horas por falar mas que, após o desfile das ideias encomendadas, são ignorados pela direcção e demais congressistas; daqueles que aquém fronteiras e no estrangeiro pensam pela própria cabeça e fazem política de qualidade mas que, por estarem já fidelizados, são esquecidos ou passados para segundo plano; daqueles que dão o peito às balas mas que, quando ninguém dispara sobre o partido, são arrumados até a uma próxima oportunidade; daqueles que não aparecem só em vésperas de governação. Caso contrário, quando formos à procura desses, terão desmobilizado por falta de reconhecimento.

De resto, já bastam os problemas costumeiros dos partidos que, reféns das estruturas e do seu peso, hipotecam muita da sua liberdade e representatividade, do seu crescimento ou discurso.

 

O regresso a um congresso electivo poderá resolver parte destes problemas. É essa a minha esperança. O resto dependerá da atitude de todos.


publicado por João Maria Condeixa às 14:57
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Domingo, 20 de Março de 2011
por João Maria Condeixa, em 20/3/11

Aos que por cá passaram durante o fim-de-semana, as minhas desculpas. Problemas técnicos impediram que fosse libertando as postas prometidas. Sem wireless disponível, descobri que este país não foi feito para portáteis. Só para iPads.


publicado por João Maria Condeixa às 21:39
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Sexta-feira, 18 de Março de 2011
por João Maria Condeixa, em 18/3/11

É hora de ir até Viseu. Amanhã voltamo-nos a encontrar por aqui, quando já estiver no congresso do CDS. Para quem quiser acompanhar, basta ir aparecendo que as actualizações irão surgindo. Até já


publicado por João Maria Condeixa às 18:45
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Sexta-feira, 11 de Fevereiro de 2011
por João Maria Condeixa, em 11/2/11

A mais pura das verdades é que continua a ser Portas a liderar a oposição e a criar os momentos políticos:

Fê-lo ao dizer que era necessário um pacto de regime que constituísse um governo de 3 partidos e na altura todos o criticaram - eu próprio estranhei o anúncio - mas passados 15 dias a grande maioria dava-lhe razão e falava que era "premente" chegar a esse consenso.

E fê-lo agora com a moção de censura. Ao ínicio acusaram-no de histerismo governativo e ejaculação precoce - eu próprio não percebi o timming - mas passada uma semana todos lhe vieram roubar o discurso.


publicado por João Maria Condeixa às 10:36
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Sexta-feira, 16 de Julho de 2010

 

 

 

Portas não marcou apenas o debate de ontem. Deixou marcas que irão condicionar o debate político até às presidenciais e, com sorte, poderá vir a dizer que foi o primeiro a dar a sugestão que o país precisava. Mas Portas também fez mais que isso. Estampou um sorriso de esperança na maioria dos portugueses, que ainda que vote PS, já não pode, nem consegue ouvir Sócrates. O que Portas fez contribuiu mais para a esperança do país do que o optimismo forçado e anedótico do vosso Primeiro-Ministro que está mesmo, mesmo de saída.

 

Pena que a recta final de um, abra alas à relaxada chegada de outros. Explico: da mesma forma que Sócrates não ganhou a sua primeira eleição - foi Santana que a perdeu - também Passos Coelho não irá vencer as próximas - será Sócrates que as entregará de bandeja -. E isso de andar de governo, em governo que pouco se esforçou para lá chegar, que poucas alternativas criou para conquistar esse lugar, que pouco estudou para mudar um país, também é causa dos problemas em que nos vemos mergulhados. Faz-nos falta a conquista por mérito próprio.

 

Sócrates está em vésperas de actos fúnebres, Portas tem unhas para tocar guitarra e Passos Coelho está de braços cruzados à espera da maçã que irá cair.


publicado por João Maria Condeixa às 09:15
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Sexta-feira, 18 de Junho de 2010
por João Maria Condeixa, em 18/6/10

A comunidade portuguesa no Luxemburgo está indignada, e com razão, pelo conteúdo de um e-mail que por lá circula atentando ao bom nome e qualidades portuguesas. Nós, que até somos caracterizados mundo fora por sermos um povo pacífico e trabalhador, que se sujeita às regras, costumes, lingua - onde acham que nasce o "franciú" ou o "Jean Pierre, tu vas tomber, gaiato dum cabrão!"? - do país que nos acolhe, somos nesse mail comparados a um bando de sugadores de direitos e benefícios. Estou certo que não passa de uma brincadeira de acéfalos Luxemburgueses - eles também os têm, pensam o quê? - que assustados com o facto de sermos 16% naquele grão-ducado, resolveram fazer das suas.

 

Pena é, que, por esse número considerável de portugueses que lá moram e pela gravidade das acusações, o nosso embaixador tenha sido apenas reactivo às notícias e não proactivo ao conteúdo do mail, como foram Diogo Feio pelo CDS e Paulo Pisco pelo PS. Por ele, entidade directamente responsável pela protecção dos nossos emigrados, só para a semana haverá reacção junto das autoridades oficiais luxemburguesas, quando, no mail a que tive acesso, a data de produção desse conteúdo panfletário tem, pelo menos, 15 dias. Imagino há quanto tempo circula sem que o embaixador tenha descruzado os braços...


publicado por João Maria Condeixa às 14:07
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Domingo, 6 de Junho de 2010
por João Maria Condeixa, em 6/6/10

Por pouco não estava com Sócrates e contra Luís Amado e o meu próprio partido. Também não comungo da ideia de ver balizados na constituição o défice e a dívida pública. A constituição de um país não deve ser escrita pensando no potencial ou nas dificuldades económicas de uma nação e muito menos deve acautelar os possíveis falhanços dos ministérios das finanças. Admiti-los na CRP é começar mal de raíz.

 

Que culpa tem a constituição que Portugal tenha escolhido projectos e equipas nos últimos 30 anos que não tenham sabido equilibrar as contas públicas? Que solução milagrosa constituirá um tecto publicado no documento base do Estado? Nenhuma. Será apenas a desculpa perfeita para até esse limite não se equacionarem as medidas necessárias e só quando o alarme constitucional tocar,se passar à acção, de emergência e sobre o joelho, como até hoje se tem feito.

 

Portugal não precisa de uma Constituição com mais artigos e orientações. Precisa é que o pragmatismo político entenda que tem de sanar a falta de produtividade e cortar na despesa pública de uma vez por todas. E isso, um limite na constituição não ensina, nem explica.

 

Como se vê, estive quase do lado de Sócrates. A diferença é que ele não quer lá o limite para poder esticar ainda mais a corda. Enquanto para mim um limite na CRP já é estarmos a pensar em esticá-la.


publicado por João Maria Condeixa às 11:51
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Terça-feira, 13 de Abril de 2010
por João Maria Condeixa, em 13/4/10

 

Pedro Passos Coelho é novidade e só por isso se entende esta euforia mediática para com as ideias apresentadas sob o síndrome de Clara Pinto Correia - mais conhecida pelos seus plágios do que pelas suas fotografias orgásmicas -. Agora a comunicação social atribui a invenção da roda - de todas, inclusive as quadradas - a PPC, libertando espantados "Ah, mas isso é impopular, sabe?", "Ah, mas isso para já?", "Ah, mas parece-lhe a resposta?", "ah, pois!!" a cada desabafo do líder laranja.

 

Há anos que o CDS-PP exige a retirada do Estado da esfera económica e do mercado e em vez do espanto, apenas lhe sobra um mix de vitupérios:"capitalistas!", "privatizadores do bem público!", etc... que servem igualmente sempre que o CDS-PP aborda (no pretérito era mais indicado, pois hoje em dia a ideia já vai estando generalizada) a falta de rigor no RSI, o fomento à subsidiodependência e a criação de um engano social. Para quem não se lembra de ser assim, aqui fica o registo no programa eleitoral apresentado:

 

"É mais virtuoso estimular um emprego que é uma oportunidade do que financiar a continuidade no desemprego.

As prestações sociais devem ser, para não se transformarem numa injustiça para o contribuinte, impermeáveis à fraude e ao uso indevido. Por isso mesmo, nestas medidas, teremos o cuidado de evitar abusos, seja o “falso desempregado”, seja o “falso contrato”."

 

Já sobre a CRP, o único partido que votou contra em 76, tem sido incansável nas revisões que se sucederam, com vista a atingir uma constituição mais liberta e abrangente no espírito. E também no programa eleitoral já existia esse compromisso de encontrar uma solução que sirva a todos:

 

Por conseguinte, numa altura em que já passaram mais de três décadas desde a aprovação do texto originário da Constituição da República Portuguesa e mais de duas desde a adesão de Portugal às então Comunidades Europeias, o CDS quer contribuir para a criação de um novo espírito constituinte e apela à emergência por parte dos actores políticos desse mesmo novo espírito, aberto e com visão rasgada, que permita – através da próxima revisão constitucional – alcançar uma Constituição democrática renovada e efectivamente ajustada aos desafios de Portugal no século XXI.

 

Estes são dois exemplos, mas mais houve no discurso de domingo que foi uma autêntica adopção de uma visão que o CDS-PP nos tem trazido. É um óptimo sinal que assim seja. Não me sinto indignado, só estranho o espanto e a admiração, nada mais...


publicado por João Maria Condeixa às 19:05
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Quarta-feira, 31 de Março de 2010
por João Maria Condeixa, em 31/3/10

 

Enquanto o novo líder do PSD vai ajeitando a cadeira na São Caetano à Lapa, muito se escreve sobre ele. Na rua dizem que é bonito. Isso é-me tão relevante como as actividades lúdicas tidas por Clinton para a definição do seu mandato. Isto é, nada. Ainda assim, inegavelmente, essa qualidade física, por si, já lhe terá rendido simpatias, uns piropos mais ousados e quem sabe uns votos surdos, daqueles que não ouvem e que apenas ligam ao que vêem. Resumindo, o aspecto joga a seu favor.

 

Outros dizem que é parecido com Sócrates. Epíteto mais nefasto é difícil de encontrar, mas fazem-no por associação a um perfil "mais plástico". O que tendo em conta a incompreensível, mas real tendência de voto dos portugueses, pode muito bem ser uma mais valia, infelizmente. Mas aqui Sócrates, pese embora a sua desonestidade intelectual - ainda por avaliar em PPC -, leva vantagem. Aliás, no dia em que Sócrates cair será muito mais pelas patranhas e mentiras que foi largando pelo ar, do que pela falta de profundidade ou capacidade política.

 

Dizem que Pedro Passos Coelho irá unir o partido. Enganam-se! O que une o PSD é o poder e só quando o animal enfraquecido que estiver no governo aparentar sinais de último fôlego, é que, tal necrofagia na savana, se aproximarão todos para o festim numa grande reunião. Quem lá estiver no momento receberá o título de "O Unificador", pelo que estes 61% de Pedro Passos Coelho talvez sejam mais prenúncio da falta de saúde do governo PS do que representativos da união social-democrata conquistada pelo recém-eleito.

 

Dizem que quem ficou com o trabalho facilitado foi o CDS. Tenho a leitura contrária. Rangel arregimentava os mais velhos, os mais ortodoxos do PSD, com ele identificavam-se sobretudo aqueles que representam uma faixa etária e social mais fidelizada ao partido laranja. Sobraria, pois, espaço para o CDS-PP capitalizar votos nas camadas mais jovens, nas famílias recém-formadas, nos empresários mais recentes, naqueles que não estão enraizados na máquina e no espírito laranja. PPC, aparentemente, promete alcançar esse espaço, até porque o outro mercado - por muito que agora esperneie com a sua eleição - já lhe está assegurado clubisticamente. Resta perceber se a massa partidária lhe permitirá o distanciamento suficiente para construir uma alternativa efectiva aos Socialistas, como até aqui tem feito o CDS-PP, e assim seduzir os descontentes com o rumo que temos seguido ditado pelo bloco central. Não falo de ser apenas outra opção. Falo de ter outro projecto para Portugal. E para isso julgo que PPC nunca conseguirá autorização para construir.


publicado por João Maria Condeixa às 10:06
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Sábado, 27 de Março de 2010

 

Pedro Passos Coelho lá ganhou e os próximos dias serão pródigos em posts sobre o tema. Enquanto não me debruço sobre o futuro do PSD e as suas implicações, opto pelo balanço destes dois últimos anos de Manuela Ferreira Leite que à frente do partido laranja chegou com o estatuto tatcheriano de ser uma dama de ferro para rapidamente o perder para um silêncio dos não inocentes. E se no princípio esse silêncio fazia sentido e perspectivava um estudo detalhado e debate profundo sobre as matérias, a longa espera fez com que se criasse um ruído ensurdecedor, não por MFL, mas pelo desespero de quem queria mais e exigia mais da líder de oposição. Foi então hora de soltar o que lhe ia na alma. E zás, num segundo se percebeu que MFL era Sol de pouca dura.

 

De gafe em gafe foi dando espaço a que vozes dentro do partido se organizassem para traçar um novo líder, lançando sobre si um "c.q.d." quanto à teoria de que estaria apenas de passagem. Sai da liderança sem deixar saudades, embora num único rasgo de sorte e honestidade tenha conquistado para si a reserva moral de detentora da razão. Traçou, como há uns dias o disse, o prognóstico correcto sobre o estado do país. Não "enganou o país" como José Sócrates e "por isso perdeu".

 

Eu acho que perdeu por mais, por bem mais, mas tiro-lhe o chapéu quanto a este aspecto.

No entanto, há que explicar porque perdeu. Primeiro, porque vinha já fragilizada para a luta e por muito certeiro que fosse o prognóstico, não seria suficiente para sobreviver. Mas perdeu, sobretudo, porque não sobe traçar a cura para o seu prognóstico. Nem por uma vez soube explicar como sairia deste cenário e poucas foram as vezes que ousou ser alternativa. Por outras palavras, nunca propôs a cura. E de que serve termos um Dr. House se ele depois não souber prescrever as doses de epinefrina que na dita série resuscitam pacientes?

 

Só por isso perdeu e só por isso se sentiu ultrapassada por Paulo Portas. Portas assumiu o papel de líder de oposição, não por berrar mais alto, ou por falar mais que MFL. Ultrapassou-a porque construiu uma alternativa ao PS e apresentou projectos que viriam a ser adoptados pela sua pertinência. Portas diagnosticou e vai propondo o remédio. Só por isso cresceu. E MFL vai ficar com o ónus de quem permitiu que isso acontecesse.


publicado por João Maria Condeixa às 21:29
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Real Constituição da República do Cáustico
Leia atentamente este folheto antes de tomar a constituição como sua.
Caso tenha dúvidas, consulte o seu médico, farmacêutico ou constitucionalista de família.
Em caso de emergência:
jcondeixa@hotmail.com
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