Sexta-feira, 22 de Julho de 2011
por João Maria Condeixa, em 22/7/11

Ouvir uma intervenção da Deputada Heloísa Apolónia preceder uma do Ministro Vítor Gaspar, é como passar da Júlia Pinheiro para o Mário Crespo.


publicado por João Maria Condeixa às 10:42
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Sexta-feira, 4 de Fevereiro de 2011
por João Maria Condeixa, em 4/2/11

Num país cada vez mais litoralizado e em que, por exemplo, o distrito de Portalegre já só tem 2 deputados à Assembleia da República, reduzir sem mais o número de deputados poderá significar acabar ou limitar ainda mais a representação parlamentar de regiões que já pouco contam para a matemática eleitoral e que pouco influem nas decisões políticas. Mais vale dar a independência ao interior, deixar que as suas instituições e populações se entendam com Espanha e parar de fingir que fazemos parte do mesmo país.

 

João Vacas no 31 da Armada sobre a redução dos deputados


publicado por João Maria Condeixa às 12:20
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por João Maria Condeixa, em 4/2/11

...está na hora de me calar antes que a redução de deputados se transforme em redução de Ministro.


publicado por João Maria Condeixa às 12:07
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Segunda-feira, 4 de Outubro de 2010
por João Maria Condeixa, em 4/10/10

Que os socialistas não sejam lestos a atacar Berlusconi nesta sua saída infeliz, pois têm por cá quem seja bem pior:

"Tenho 60 euros de ajudas de custos por dia. Temos de pagar viagens, alojamento e comer fora. Acha que dá para tudo? Não dá", referiu Ricardo Gonçalves para argumentar a sugestão que fez de a Assembleia da República abrir a cantina à hora do jantar.

O deputado socialista, que aufere cerca de 3700 euros mensais, reagiu assim ao corte de 5% que será aplicado de forma progressiva na Função Pública a quem recebe mais de 1500 euros.

 


publicado por João Maria Condeixa às 20:40
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Quinta-feira, 16 de Setembro de 2010
por João Maria Condeixa, em 16/9/10

Escritórios de advogados, de solicitadores, consultórios médicos, já tinha visto. De deputados, essa nobre "profissão", nunca. E pensava que exerciam sempre na AR. Pelos vistos, este senhor, também exerce noutros recantos.


publicado por João Maria Condeixa às 09:00
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Sexta-feira, 16 de Julho de 2010
por João Maria Condeixa, em 16/7/10

Para a diarreia legislativa em Portugal só encontro paralelo naquelas velhotas bisbilhoteiras de bairro antigo.

 

Vestidas de igual, normalmente já viúvas, de peles caídas e cansadas, passam horas a falar da novela, dos filhos, da novela, dos netos, da novela, das mercearias, da novela, dos preços das coisas, da novela, das miúdas desavergonhadas do bairro, da novela, da nova mãe solteira da rua, da novela, da vida que a vizinha do 3º esquerdo leva e, como não podia deixar de ser, do preço certo na RTP. Passam horas nisto, paradas, em ritmo lento, a ruminar assunto para trás e para a frente e de frente para trás. Aquilo não leva a nada, já se sabe. Mas ocupa-lhes o tempo, o que na sua idade talvez já não seja mau.

 

Já para o país, esse tipo de comportamento, só faz é mal. Mas vejam lá se não é nisso que andamos com este exemplo dos artigos que ditam as férias judiciais e que têm andado em permanente ruminação legislativa:

 

Os artigos 143.º e 144.º do Código do Processo Civil aprovado pelo Decreto -Lei n.º 44 129, de 28 de Dezembro de 1961, alterado pelo Decreto -Lei n.º 47 690, de 11 de Maio de 1967, pela Lei n.º 2140, de 14 de Março de 1969, pelo Decreto -Lei n.º 323/70, de 11 de Julho, pela Portaria n.º 439/74, de 10 de Julho, pelos Decretos -Leis n.os 261/75, de 27 de Maio, 165/76, de 1 de Março, 201/76, de 19 de Março, 366/76, de 15 de Maio, 605/76, de 24 de Julho, 738/76, de 16 de Outubro, 368/77, de 3 de Setembro, e 533/77, de 30 de Dezembro, pela Lei n.º 21/78, de 3 de Maio, pelos Decretos -Leis n.os 513 -X/79, de 27 de Dezembro, 207/80, de 1 de Julho, 457/80, de 10 de Outubro, 224/82, de 8 de Junho, e 400/82, de 23 de Setembro, pela Lei n.º 3/83, de 26 de Fevereiro, pelos Decretos -Leis n.os 128/83, de 12 de Março, 242/85, de 9 de Julho, 381 -A/85, de 28 de Setembro e 177/86, de 2 de Julho, pela Lei n.º 31/86, de 29 de Agosto, pelos Decretos -Leis n.os 92/88, de 17 de Março, 321 -B/90, de 15 de Outubro, 211/91, de 14 de Junho, 132/93, de 23 de Abril, 227/94, de 8 de Setembro, 39/95, de 15 de Fevereiro, 329 -A/95, de 12 de Dezembro, pela Lei n.º 6/96, de 29 de Fevereiro, pelos Decretos -Leis n.os 180/96, de 25 de Setembro, 125/98, de 12 de Maio, 269/98, de 1 de Setembro, e 315/98, de 20 de Outubro, pela Lei n.º 3/99, de 13 de Janeiro, pelos Decretos -Leis n.os 375 -A/99, de 20 de Setembro, e 183/2000, de 10 de Agosto, pela Lei n.º 30 -D/2000, de 20 de Dezembro, pelos Decretos -Leis n.os 272/2001, de 13 de Outubro, e 323/2001, de 17 de Dezembro, pela Lei n.º 13/2002, de 19 de Fevereiro, e pelos Decretos-Leis n.os 38/2003, de 8 de Março, 199/2003, de 10 de Setembro, 324/2003, de 27 de Dezembro, e 53/2004, de 18 de Março, pela Leis n.º 6/2006, de 27 de Fevereiro, pelo Decreto -Lei n.º 76 -A/2006, de 29 de Março, pelas Leis n.º 14/2006, de 26 de Abril e 53 -A/2006, de 29 de Dezembro, pelos Decretos -Leis n.os 8/2007, de 17 de Janeiro, 303/2007, de 24 de Agosto, 34/2008, de 26 de Fevereiro, 116/2008, de 4 de Julho, pelas Leis n.os 52/2008, de 28 de Agosto, e 61/2008, de 31 de Outubro, pelo Decreto -Lei n.º 226/2008, de 20 de Novembro, e pela Lei n.º 29/2009, de 29 de Junho, passam a ter a seguinte redacção: ........................


publicado por João Maria Condeixa às 16:32
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Sábado, 3 de Julho de 2010
por João Maria Condeixa, em 3/7/10

Tempos houve em que me cruzava com um porteiro que, dependendo da gravata, assim me tratava por "Sr. Dr" ou "Sr. Eng". Tempos mais tarde resolvi, num acto natural e descontraído, libertar a minha maçã de Adão e deixar a gravata em casa. Pois o meu nome, a pouco e pouco foi caindo na lama e de um subalternismo bacôco fui vendo nascer um sobranceiro Homem capaz de me enfrentar num "bom dia" sem título académico.

Portugal é o país dos doutores e engenheiros, onde mesmo quem não é, dependendo do posto, por uma das duas formas assim tem de ser tratado - e não, isto não é uma indirecta a José Sócrates, mas sim uma directa à pacóvia sociedade portuguesa dos salamaleques honoríficos -.

 

Daí que não me admire que um deputado da nação, que em parte o seu trabalho é representar os seus eleitores, seja tão provinciano no pensamento. Afinal de contas está a representá-los tal e qual como eles são ao pensarem assim. Diz José Lello que é "desprestigiante para o Presidente da Assembleia da República andar em executiva e que temos de cuidar dos sinais que mandamos para o exterior". Pena que não tenham pensado no sinal que mandaram para exterior quando usaram a golden share contra 75% da vontade accionista. Mas, adiante. Este tipo de pensamentos são resquícios de um português mal habituado que sonhando ainda com o luxuoso país do séc. XVI, que nunca conheceu, se recusa a encarar a difícil realidade do país do séc. XXI, em que vive, e que ajudou a criar.

 

O exemplo de Jaime Gama pode até adiantar pouco ou mesmo nada, mas revela um espírito que combate o mal que nos trouxe até aqui: a mania das grandezas! É hora de todos nós o adoptarmos..


publicado por João Maria Condeixa às 10:15
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Terça-feira, 4 de Maio de 2010
por João Maria Condeixa, em 4/5/10

 

Após ter atado o burro a uma árvore e ter batido o pé o mais que pôde, foi um "demagógico" - como ela lhe chama - sopapo político que a fez sair da birra em que se encontrava. Descruzou os braços lentamente enquanto todos à sua volta a criticavam. A opinião pública estava contra ela, mas a teimosia prevalecia e não poderia dar agora parte fraca. Não, sem pelo menos, encontrar uma escapatória:

E se eu chamasse demagógicos àqueles e dissesse que não estou para contribuir para uma política de baixaria (sic) e para um episódio triste? - pensou -.

Dito e feito. Agarrou essa oportunidade para emendar a mão, atacou outros em vez de assumir a triste figura que fizera e, espelhando mais uma vez a mimada que é, fingiu ir à sua vida como defensora da instituição e de todos nós!


publicado por João Maria Condeixa às 11:53
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Terça-feira, 27 de Abril de 2010
por João Maria Condeixa, em 27/4/10
Quando as comissões de inquérito são uma coisa caseira e o bloco central nunca mais acaba..

publicado por João Maria Condeixa às 13:09
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