Sexta-feira, 2 de Julho de 2010
por João Maria Condeixa, em 2/7/10

Em cada 10 portugueses, 2 estão desempregados. Com muito azar à mistura, dois desses dez podem perfeitamente ser os dois chefes de uma família que ontem viu o imposto sobre o consumo diminuir o seu poder de compra, enquanto também assistia a uma diminuição nas deduções em saúde e educação lá de casa. Ou seja, de uma vida díficil passou para uma vida infernal. Até porque, como se não bastasse, este governo pretende taxar o trabalho, com efeitos retroactivos - que pândega! - agravando assim triplamente uma família que já se via em dificuldades.

 

Mas, mais do que o dia-a-dia, é a esperança que está coartada. Se a família só vê o Estado a ir buscar aos bolsos e ao suor dos contribuintes e das empresas, financiamento para equilibrar as contas - isto para não dizer que é para continuar a financiar sonhos socialistas - e não vê o mínimo esforço para diminuir a despesa, nem melhorar a capacidade das empresas que geram economia e postos de trabalho, então a dita família não pode suspirar pelo amanhã, pois teme que ele apenas seja pior.

 

O Estado não está a ir buscar para ajudar quem precisa, está a ir buscar para se financiar a ele próprio. E se hoje vai buscar a 8 em cada 10 portugueses, amanhã  não sabemos quantos contribuintes ainda existirão com emprego para suportar essa demanda.

 

E o nosso Primeiro-Ministro continua no país das maravilhas a defender-se com os números da sazonalidade que aí vem..

 


publicado por João Maria Condeixa às 14:39
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1 comentário:
De Pedro Barbosa Pinto a 3 de Julho de 2010 às 11:50
Os números da sazonabilidade? Ele confia mais nos do Valter Lemos, penso eu de que.


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