Segunda-feira, 31 de Maio de 2010
por João Maria Condeixa, em 31/5/10

A privacidade ou falta dela é, tal como em nossas casas e no dia-a-dia, responsabilidade do próprio e da exposição a que nos decidimos submeter. Embora as políticas e redes de satélites de vigilância estejam em crescente e haja toda uma crescente moda "muito engraçada" de georeferenciação, toda a restante privacidade depende, maioritariamente, de nós e não assim tanto do contexto em que nos vemos.

 

O facebook, pese algumas definições que possam vir a ser melhoradas, é apenas um recinto que cada um usa a seu belo prazer: como engatatódromo, parlamento virtual, muro das lamentações, diarreia lexical ou constatação metereológica. Cada um diz onde está, com que cuecas anda pela casa e que batidos resolve fazer para combater o Verão. Se quiser incluir o código do Multibanco ou do cofre-forte, a asneira é sua, não do veículo que propagou a idiotice.

 

Daí que estes cyber-manifestantes defensores da privacidade me lembrem o outro que era pródigo a lançar pedras para cima do seu próprio telhado de vidro. Afinal não são eles que alimentam o big brother que criticam?


publicado por João Maria Condeixa às 12:22
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3 comentários:
De Daniel João Santos a 31 de Maio de 2010 às 22:42
entraram no facebook por livre vontade e agora protestam contra a rede social... quem não gosta não participa ou sai, nada mais simples.


De João Maria Condeixa a 31 de Maio de 2010 às 23:58
Não gosta come menos. Nem mais...


De l.jeremias a 3 de Junho de 2010 às 12:18
Caro João
não podias estar mais errado. A questão com o Facebook não tem a ver com o que as pessoas lá dizem. tem a ver com a politica de privacidade que foi sendo consecutivamente alterada de modo a que algo que era essencialmente para falar com os amigos, e exclusivamente com esses, de repente passa a "liberar" os nossos dados e comunicações a todos.

as pessoas entram no facebook ou noutra rede social, não com o intuito de dizer ao mundo que cuecas tÊm vestidas, mas com o intuito de dizer aos amigos que eles escolheram dar acesso, que cuecas têm vestidas...
de repente, o "meio" que lhes prometia uma politica de privacidade onde só os seus contactos podiam aceder aos seus dados, altera tudo, sempre para pior, de modo a que agora já os amigos dos amigos podem ver, dps qq pessoa pode ver as fotos, dps qq pessoa pode ver tudo e ser pesquisada pelo google, dps N empresas de publicidade podem aceder aos nossos dados cada vez que entramos num outro qq site.
A analogia é uma conversa entre amigos que de repente passa a ter um tipo com um microfone a escutar a nossa conversa e mandar por altifalantes para toda a cidade... o mal não é estarmos a conversar com os nossos amigos, o mal é estar lá a besta com o microfone.
cumprimentos


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