Terça-feira, 13 de Abril de 2010
por João Maria Condeixa, em 13/4/10

 

Pedro Passos Coelho é novidade e só por isso se entende esta euforia mediática para com as ideias apresentadas sob o síndrome de Clara Pinto Correia - mais conhecida pelos seus plágios do que pelas suas fotografias orgásmicas -. Agora a comunicação social atribui a invenção da roda - de todas, inclusive as quadradas - a PPC, libertando espantados "Ah, mas isso é impopular, sabe?", "Ah, mas isso para já?", "Ah, mas parece-lhe a resposta?", "ah, pois!!" a cada desabafo do líder laranja.

 

Há anos que o CDS-PP exige a retirada do Estado da esfera económica e do mercado e em vez do espanto, apenas lhe sobra um mix de vitupérios:"capitalistas!", "privatizadores do bem público!", etc... que servem igualmente sempre que o CDS-PP aborda (no pretérito era mais indicado, pois hoje em dia a ideia já vai estando generalizada) a falta de rigor no RSI, o fomento à subsidiodependência e a criação de um engano social. Para quem não se lembra de ser assim, aqui fica o registo no programa eleitoral apresentado:

 

"É mais virtuoso estimular um emprego que é uma oportunidade do que financiar a continuidade no desemprego.

As prestações sociais devem ser, para não se transformarem numa injustiça para o contribuinte, impermeáveis à fraude e ao uso indevido. Por isso mesmo, nestas medidas, teremos o cuidado de evitar abusos, seja o “falso desempregado”, seja o “falso contrato”."

 

Já sobre a CRP, o único partido que votou contra em 76, tem sido incansável nas revisões que se sucederam, com vista a atingir uma constituição mais liberta e abrangente no espírito. E também no programa eleitoral já existia esse compromisso de encontrar uma solução que sirva a todos:

 

Por conseguinte, numa altura em que já passaram mais de três décadas desde a aprovação do texto originário da Constituição da República Portuguesa e mais de duas desde a adesão de Portugal às então Comunidades Europeias, o CDS quer contribuir para a criação de um novo espírito constituinte e apela à emergência por parte dos actores políticos desse mesmo novo espírito, aberto e com visão rasgada, que permita – através da próxima revisão constitucional – alcançar uma Constituição democrática renovada e efectivamente ajustada aos desafios de Portugal no século XXI.

 

Estes são dois exemplos, mas mais houve no discurso de domingo que foi uma autêntica adopção de uma visão que o CDS-PP nos tem trazido. É um óptimo sinal que assim seja. Não me sinto indignado, só estranho o espanto e a admiração, nada mais...


publicado por João Maria Condeixa às 19:05
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