Quinta-feira, 25 de Agosto de 2011
por João Maria Condeixa, em 25/8/11

Amorim diz não ser rico, mas antes trabalhador. Eu digo o mesmo. Só que ao contrário de mim ele pode acreditar totalmente na minha afirmação.

 

Mas se esta afirmação foi infeliz, todas as outras, nacionais ou estrangeiras, não o foram menos. Em vez de dizerem que sim e de se armarem em beneméritos de circunstância - pois se o quisessem mesmo ser já podiam ter feito avultadas doações sem que nada os impedisse - deveriam antes ter dito que não andam a gerar riqueza para alimentar vícios de ricos e que enquanto o Estado não aprender a conter a sua despesa, a gastar apenas o que tem, a aumentar a eficiência redistributiva e o retorno dos seus impostos, então não valerá a pena contar com eles mais do que já conta.  

 

Não o terem feito é darem espaço a que hoje sejam taxados os super-ricos, amanhã os muito-ricos, depois de amanhã os ricos-assim-assim and so on, até ao último da cadeia alimentar, sem que o Estado - esse que precisa de ser educado - emagreça tanto quanto se deseja!

 

Os ricos já contribuem proporcionalmente mais, de acordo com os seus rendimentos, para o sistema. A prioridade sim, deve ser a diminuição do Estado e das suas superfluidades e o combate à evasão fiscal. Só assim vamos lá sem que amanhã nos voltem a pedir mais e mais.


publicado por João Maria Condeixa às 11:09
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2 comentários:
De João Diniz Almeida a 25 de Agosto de 2011 às 11:54
Estaria de acordo João, se estivéssemos a falar do primeiro aumento de impostos. Contudo, não estamos. Um imposto extraordinário sobre a classe média, aumento do Iva que é um imposto cego a classes por definição com o argumento (válido) de ser necessário cobrir rapidamente o défice, leva a que o teu argumento, embora válido, seja extemporaneo. Reduza-se o desperdicio do Estado, mas com o esforço porporcional de todos.


De João Maria Condeixa a 25 de Agosto de 2011 às 13:02
Não querendo ser advogado do diabo, a verdade é que todos nós já contribuimos proporcionalmente. Vejo com agrado que quem possa mais, dê mais, mas se tem assim tanta vontade faça-o, se quiser, contribuindo por exemplo para a capitalização de um fundo de emergência social. Não precisa de um imposto ;)


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