Domingo, 7 de Agosto de 2011
por João Maria Condeixa, em 7/8/11

Pegou moda chamar ao PES - ao Programa de Emergência Social, não ao Pro Evolution Soccer, bem entendidos - coisa assistencialista. Na falta de melhor, alvitra-se um palavrão ideológico e está a crítica feita. O rol de medidas não sofre beliscadelas, mas o Sidónio é chamado à baila sem sequer se lembrarem - ou mesmo saberem - que aquela foi uma resposta pós-guerra num tempo em que o Estado que hoje conhecemos não existia e que por isso pouco ou nada tem a ver, mas que chegou a uns quantos estômagos famintos - que de ideologia pouco se alimentavam -.

 

Em política, não conseguir antecipar o futuro, não o querer antever ou ignorá-lo paga-se caro. Foi isso que aconteceu com o encolher de ombros a que assistimos durante uns anos. Atitude essa que valeu a que hoje muitos precisem de uma resposta extraordinária, resultante da articulação com todas as forças - que sirva de complemento ao que o Estado sozinho já consegue dar -, e que se acautele, com ainda mais atenção, o que o futuro próximo possa guardar. Ignorar sinais externos seria um erro. Ficar refém de grilhetas ideológicas seria prejudicial. Racionalizar, combater o desperdício e aumentar a eficácia torna-se um imperativo.

 

Com o PES, o Estado e as suas respostas não deixam de existir. As tias e a sua caridadezinha não passam da capa da CARAS para o substituir. Mas antes é reconhecido e valorizado quem sabe do ofício: as IPSS, as Misericórdias e as Mutualidades. Dizer o contrário é afrontar anos de meritório trabalho destas instituições.


publicado por João Maria Condeixa às 16:21
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4 comentários:
De Percepção Extra Sensorial Social a 8 de Agosto de 2011 às 01:19
Em política quem consegue antecipar o futuro
ou massacra o futuro para continuar no passado
ou foge com o que conseguiu amealhar

Se o Sidónio veio à baila a dita medida não pode ser pós-guerra pois o gajo foi assassinado um mês depois do fim da 1ª

e as medidas tomadas foram após o afundamento em massa de cargueiros em 1917 que levaram à subida dos preços
e que a Sopinha dos Pobres ajudou ...

e os 80 a 100 mil mortos acima da média devido à tuberculose e à gripe dita espanhola tamém ajudaram qualquer coisinha

e não é uma questão do estado não conseguir dar

é o custo da estrutura burocrática para distribuir essa ajuda
o pessoal das IPSS contenta-se com menos...
excepto alguns pessoais da Santa Casa que conseguem aparecer de quando em vez no Correio da ManhÃ


De João Maria Condeixa a 8 de Agosto de 2011 às 16:51
Tem de facto essa imprecisão: não é pós-guerra, mas é consequência da Guerra.

Quanto a custos, a ideia é reforçar o sector solidário que emprega 250 mil pessoas e tem espaço e vontade para empregar mais. Este é um sector que aposta nas economias locais e que não se deslocaliza e que por isso, ao mesmo tempo que dá resposta, combate a desertificação. Um sector que emprega mão-de-obra de idade mais avançada. Pontos que valorizam esta aposta, em vez de se estar a criar estruturas - como era apanágio do passado - para gerir o programa!


De Imprecisa é a data do armagedão a 9 de Agosto de 2011 às 02:15
Londres 1666 de 2 a 5 de Setembro

Este veio mais cedinho e irá de 6 a 9 ou mais além

o outro foi uma vela

este foi excesso de assistencialismo

que concentrou massas de subsidiados no próprio coração de Londres

nã é o east end que está em chamas

e há muitas zonas posh

por aqui só queimaram dois papelões e um vidrão

o sector solidário não emprega 250 mil muitos são voluntários

outros como a Isabel Jonet filha ou sobrinha do capitão de fragata promovido a contra-almirante Jonet
ganha um estipêndio

como muitos provedores de Santas Casas
e de associações de funcionários públicos

a Associação de Solidariedade dos Profes
é um couto de despesismo e de prebendas públicas

que vem desde o Estado Novo

ainda tem ex-reitores de Escolas Técnicas ao leme

pessoal de 92 ou 94 anos com fortunas acumuladas

à custa da Solidariedade

e.....não vão deixar os 10% de imposto de selo pró estado

resumindo há muito trigo e muito joio

logo cuidado em quem se subsidia


De Miserere Misericordioso Provedor a 8 de Agosto de 2011 às 15:45
da Casa Santa não leveis todos os óbulos de Belisário


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