Quarta-feira, 27 de Julho de 2011
por João Maria Condeixa, em 27/7/11

Ontem lamentávamo-nos com a timidez do Verão. Hoje, e só passado meio-dia, já nos queixávamos do calor.

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publicado por João Maria Condeixa às 17:26
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por João Maria Condeixa, em 27/7/11

Envolto em trabalho, não tenho tido muito tempo para teclar. Nem sequer para comentar a recente vitória de António José Seguro. Imagino que já muito tenha sido escrito - imagino, pois nem os outros consigo ler como gostaria - mas ainda assim não podia deixar de escrever uma coisa óbvia que serve para o passado e o futuro.

 

Os anticorpos que se levantam contra carreiristas políticos, mais concretamente, contra rapaziada das jotas, são, muitas vezes, pedradas atiradas bem alto que só mais tarde caem sobre telhados que se tranformaram em vidro. Explico, mas não sem antes ressalvar que, embora o percurso faça o Homem político, nem por isso assenta a todos da mesma forma, muito menos como mácula. Mas adiante:

 

Teve a sua piada ver que aqueles que acusaram Passos Coelho de jotinha carreirista, de estratega do silêncio e de paciência calculista - ao aguardar que a sorte lhe batesse à porta, sem que desse provas noutras áreas - tenham sido os mesmos que elegeram António José Seguro para líder do partido, cujos atributos conhecidos são, segundo dizem, semelhantes.

 

Os estigmas que se colocam condicionam os nossos próprios movimentos. Daí que, para a política, como para tudo na vida, sejam de evitar, mesmo que os hábitos de alcoviteirismo e maldicência falem mais forte. Quanto mais não seja porque nos podem vir parar estilhaços às pernas..


publicado por João Maria Condeixa às 15:06
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Sexta-feira, 22 de Julho de 2011
por João Maria Condeixa, em 22/7/11

Ouvir uma intervenção da Deputada Heloísa Apolónia preceder uma do Ministro Vítor Gaspar, é como passar da Júlia Pinheiro para o Mário Crespo.


publicado por João Maria Condeixa às 10:42
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Segunda-feira, 18 de Julho de 2011
por João Maria Condeixa, em 18/7/11

 

Companheir@s,

 

Belém é turístico. Experimentem antes Ramallah ou Jenin e vão ver que os sorrisos são igualmente generosos do lado Palestiniano, mas apreensivos por parte dos tropas Israelitas que lá estão. É que os senhores não têm especial prazer em fazer esse papel. Cumprem a defesa do seu território com uma M-16 a tiracolo e isso não dá especial prazer a ninguém. Ainda para mais quando têm o dever - provavelmente único no mundo - de defender o seu território ao mesmo tempo que recebem diariamente o inimigo no seu âmago para trabalhar, estudar ou apenas transitar.

 

Muitas famílias palestinianas têm o seu único ganha-pão no lado Israelita e os soldados imberbes - fica tão mais fácil passar a ideia de lavagem cerebral, doesn't it? - não lhes bloqueiam a vida como qualquer exército faria ao seu inimigo. Mas isso vocês não vêem!

Experimentem apanhar um autocarro dos verdes para Ramallah ( o 21 serve) e acompanhem um estudante palestiniano a tirar o curso em Jerusalém numa faculdade Israelita. Mas isso vocês não vêem! 

 

Antes do muro, as mortes na estrada por apedrejamento eram superiores às dos bombistas e o muro resolveu de forma não intrusiva esses dois problemas: o das pedras e o das bombas. Bem sei que aquele cimento todo assusta qualquer europeuzito de meia-tigela (a mim intimidou e não sou especialmente a seu favor) mas também não deixa de ser um "mundo ao contrário!": em vez da potência atacar, prefere fechar-se e proteger-se construindo um monstruoso casulo!

 

Experimentem comprar algumas coisas em Ramallah ou ir ao cinema em Jenin e perceberão que a matéria-prima foi fornecida pelo outro lado. Mas isso vocês já não vêem! Ou que um senhor de Jenin foi capaz de doar os órgãos do seu filho a gentes israelitas, coisa que vocês e a vossa ferocidade toda parecem nunca vir a ser capazes de fazer.

 

Experimentem atravessar num carro com matrícula israelita todo o território palestiniano sem que vos martirizem ou passem a receber pior por causa disso. Experimentem, e verão que deixarão o registo sensacionalista de algo que não é assim tão assustador. E só vos ficava bem, pois o efeito que provocam e patrocinam não é seguramente o da pacificidade por que anseiam.


publicado por João Maria Condeixa às 09:16
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Sábado, 16 de Julho de 2011
por João Maria Condeixa, em 16/7/11

 

Quando as semanas são esgotantes o fim de semana é programado para o máximo descanso. O plano é simples: relaxar da falangeta do dedo grande do pé à ponta do nariz. Anything else is too damn much!

Só que depois, quando o fim-de-semana termina, a retrospectiva que dele fazemos é desoladora: não aproveitámos convenientemente os únicos dois dias que temos para espairecer.

A liberdade também serve para termos dores de cabeça, não pensem. Ainda assim, prefiro-a a ela, se não se importam..


publicado por João Maria Condeixa às 20:34
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Quinta-feira, 14 de Julho de 2011
por João Maria Condeixa, em 14/7/11

Agora que todos percebem de economia e sabem, tão bem, avaliar os comportamentos das agências de rating, parecem esquecer-se que nos pusemos a jeito ao gastar para lá das nossas capacidades e ao ignorar a necessária estruturação da economia - foi mais apetecível assentar tudo em frágeis tijolos de serviços que nasciam que nem cogumelos -.

 

Não quero dizer que as agências não revelem um comportamento tendencioso, mas não podemos agora preferir tapar o Sol com a peneira e falar da federalização da União Europeia e de outras "refundações paradigmáticas" que a UE tem de sofrer ou de estratégias concertadas e de teorias de conspiração, para adiar ou ignorar, mais uma vez, aquilo que temos todos de fazer: mudar o estilo de vida.

 

Quando a vontade de mudar está emperrada, todas as adversidades são úteis aliados. E, ainda que as agências de rating possam estar num ataque concertado, não podemos esquecer que há quem as queira neste papel. Sempre ajudam a ficar tudo na mesma..


publicado por João Maria Condeixa às 11:34
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Sábado, 9 de Julho de 2011
por João Maria Condeixa, em 9/7/11

 

Portugal é uma Siglolândia! Vive embrulhado em siglas e nele é rei, quem souber o seu significado, propósito e dotação orçamental!

 

É que por cá há Conselhos Nacionais para tudo e mais alguma coisa - que a bem dizer até podiam ser o CNPTEMAC -, Institutos para aquela e a outra área - conhecidos como os IPAEOA - , Comissões para isto e para aquilo - as CPIPA - as Confederações que representam aqueles todos - as CQRAT -, as Agências deste mundo e o outro - as ADMEOO - mas que todas juntas, e a avaliar pelo resultado presente, ou têm aconselhado mal, ou não tem sido ouvidas, ou então limitam-se a dar eco à meia dúzia de ideias originais que pontualmente chegam das bocas dessa outra catadupa de analistas e entendidos - quase tantos quantos as siglas deste país - que pululam na televisão.

 

Quando não se sabe, cria-se qualquer coisa deste género. De preferência com participação daqueles a quem já nos habituámos a pedir a opinião, pelo que o resultado prático será: mais do mesmo! E por aí se vai esvaindo parte dos orçamentos, quer o Geral do Estado, quer o das suas "comparticipadas" sem que nenhum, ou pouco, resultado inédito seja alcançado.

 

PS - Este post padece da defeito da generalização. Mas só assim se percebe o emaranhado em que Portugal vive sufocado.


publicado por João Maria Condeixa às 13:28
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Sexta-feira, 8 de Julho de 2011
por João Maria Condeixa, em 8/7/11

Joguei agora no euromilhões. Tenho impressão que segunda-feira, quando for levantar dinheiro, o espaço do monitor do MB não vai chegar.


publicado por João Maria Condeixa às 15:50
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por João Maria Condeixa, em 8/7/11

O murro na mesa de Trichet resulta do compromisso que Portugal estabeleceu com a troika e da ousadia de ter ido "mais além". Ficou-nos bem essa proactividade e colhemos aliados importantes ao ponto de aparentemente se atravessarem.

 

Fosse a alternativa do BE ou do PCP a imperar e eu gostava de saber a que porta bateriam para tirar o país do "lixo" ou que caminho "orgulhosamente sós" seguiriam. 


publicado por João Maria Condeixa às 12:12
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Quinta-feira, 7 de Julho de 2011
por João Maria Condeixa, em 7/7/11

Só agora que somos "lixo" é que a União Europeia se lembrou de ajudar a reciclar a nossa imagem. O ecofundamentalismo do costume.


publicado por João Maria Condeixa às 10:16
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Quarta-feira, 6 de Julho de 2011
por João Maria Condeixa, em 6/7/11

Portugal por não ter gás não pode dar-se ao luxo de ter uma estrutura estatal como aquela que vi em Moscovo. Mais do que uma questão ideológica trata-se de uma postura pragmática de sobrevivência. Daí que a extinção e as fusões de alguns serviços sejam tão importantes e prioritárias.

 

Só que estas ao acontecerem lançam um custo sobre a taxa de desemprego - que pode subir - e sobre as responsabilidades sociais do Estado - que podem aumentar - num momento em que, já por si, toda a conjuntura alimenta a tendência destes dois factores. Mas não fazê-lo hipoteca ainda mais o futuro.

É preciso, portanto, coragem, mas também olho cirúrgico para que o corte não origine custos superiores, sejam eles financeiros ou de funcionamento. Mas estimando a gordura que temos, arriscaria a dizer que dificilmente atingiremos carne aos primeiros cortes, por isso força!


publicado por João Maria Condeixa às 19:28
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por João Maria Condeixa, em 6/7/11

Visto de longe, o Museu Tetryakov em Moscovo parece uma grande superfície capaz de concorrer com o Continente da Amadora ou o Jumbo de Gaia, mas sem terreno para estacionamento. Também não tem à porta a azáfama de entra-e-sai domingueira e a falta de sacos de plástico cheios de compras denuncia que ali não vamos encontrar lineares repletos de latas de atum.

 

Lá dentro está o recheio de um Museu de Arte Contemporânea bastante bom e surpreendente - não tão bom quanto o Pushkin, mas bom - e um exército de trabalhadores. Ora, era aqui que eu queria chegar, o resto foi latim acessório, desculpem!

 

Atrás do balcão do bengaleiro, 7 pessoas - 7! -aguardam a clientela que escasseia. De tal maneira que essas 7 pessoas se debruçam sobre o único molho de casacos que peço para guardar, como se de um bolo de chocolate numa creche se tratasse. Ao longo dos corredores outros tantos funcionários - quase tantos como o nº de ovos Fabergé do Kremlin - vão zelando pelos quadros e pelas estatísticas de desemprego moscovitas, que calculo que sejam reduzidíssimas. Lá fora, na rua, deixámos em cada esquina um varredor do Estado a limpar à vassourada aquilo que uma só máquina faria em vários quarteirões. Varre, com certeza, para debaixo do tapete, a ideia que todo aquele monstro poderá não ser muito sustentável. Só que a Rússia tem gás. E por isso vai continuar a marimbar-se. Mas país que não tem gás, não tem vícios. Hope you get my point.

 

(continua...)


publicado por João Maria Condeixa às 09:29
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Domingo, 3 de Julho de 2011
por João Maria Condeixa, em 3/7/11

...se extingue o cargo de director adjunto da Segurança Social. São 18 que deixarão de existir. É 1 milhão e cem mil euros que se passa a poupar.

 

Depois do imposto anunciado quinta-feira era natural que as pessoas dissessem que vinha aí "mais do mesmo", que já tinham visto isto antes e que "são sempre os mesmos a pagar". Afinal de contas foram anos seguidos a ver impostos resolverem coisa nenhuma e a precederem mais impostos sem que cortes na despesa se verificassem.

 

Mas é por isso, e porque os contribuintes têm o tal limite de que falou Cavaco, que este Governo tem agora de mostrar que não está cá para continuar essa senda. Tem de mostrar que, ainda que tenha lançado este sacrifício sobre o subsídio de Natal, a sua principal vocação é cortar na despesa. No gordurento e seboso Estado.

 

O encaixe de 800 milhões resultante do imposto extraordinário é pequeno face às obrigações que Portugal contraiu. Mas irá coadjuvar os 1000 milhões que serão cortados na despesa, exercício que até agora não me lembro de ter visto praticado e que por isso vou passar a tentar enumerar. Depois dos cortes com os governos civis, este exemplo da extinção dos directores adjuntos da SS foi o segundo.

 

Espero, esperamos, que venham mais!


publicado por João Maria Condeixa às 21:06
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Sexta-feira, 1 de Julho de 2011
por João Maria Condeixa, em 1/7/11

O Estado só tem de estar onde a sociedade não consegue. E nós estamos a fazer exactamente ao contrário: a sociedade só está onde o Estado não consegue. É uma total diferença que marca a esquerda e a direita hoje em dia.

 

Adolfo Mesquita Nunes numa entrevista clara no jornal i.


publicado por João Maria Condeixa às 14:30
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por João Maria Condeixa, em 1/7/11

Há uns anos, Guterres chamou-lhe um pântano e pirou-se. Depois foi Durão Barroso a dizer que o país estava de tanga e também acabou por sair. Sócrates, o profissional da desculpabilização, queixou-se do governo anterior, dos governos anteriores, da crise internacional, da oposição, do porteiro da AR, do pavão de S. Bento, enfim, de todos. Felizmente não conseguiu sair de fininho. Foi Portugal que o pôs na rua!

 

Face à herança recebida, este governo não abriu a boca. É mesmo outra geração e mais arejada. Pegou nas suas medidas e olhou para a frente, não perdendo tempo em culpabilizar o passado. É tempo de antecipar o futuro e não o ignorar - como até agora tinha sido feito -. Só assim se evitam derrapagens. Só assim se sai do buraco.

 

Mas falta agora começar a anunciar todos os cortes na despesa que permitam depois dar a folga que o contribuinte merece. Este passo de extinguir e começar já a vender o património dos governos civis é, espera-se, o primeiro sinal de muitos.


publicado por João Maria Condeixa às 11:19
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