Domingo, 30 de Janeiro de 2011
por João Maria Condeixa, em 30/1/11

Biutiful é mesmo isso, uma obra-prima sobre algo extraordinário e belo, mas tão repleto de erros que nos chega a parecer grotesco: a existência humana. E mais não digo senão estrago. Vou ali acabar de o digerir..


publicado por João Maria Condeixa às 22:07
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por João Maria Condeixa, em 30/1/11

(fotografia tirada no Planalto de Masada- Out 2010)

É raro conseguir falar de imediato sobre uma viagem. Tenho primeiro de as mastigar e ganhar-lhes distância para as compreender e depois falar sobre elas. Dirão: "ah, mas eu quando vou na excursão atolhado de rapaziada amiga falamos logo sobre o que estamos a ver e não sinto nenhum desses constrangimentos existencialistas de meia-tigela. E chegado a Portugal é um debitar de fotografias e narrar de histórias intermináveis e gargalhadas entre uns e outros sobre aquilo que se passou!" Pois, talvez em grupo e excursão organizada, assim seja. Mas por isso é que eu viajo sempre sozinho e sem planos de maior previamemente pensados. A única certeza: o aeroporto em que aterro e donde levanto voô para regressar.

Com o Médio-Oriente não foi excepção e só agora, volvidos 4 meses é que percebi por onde andei, o que senti e donde me vem a vontade de lá voltar. Quer isto dizer que está na hora de pôr a escrita em dia:

 

Aterrar em Tel-Aviv tem toda aquela carga de expectativa de quem saiu da Europa - esse jardim dos fundos de casa dos nossos avós que nos é familiar - mas à qual somamos a expectativa de estarmos prestes a visitar um território carregado de histórias de conflitos armados, medidas de segurança no extremo e códigos de comportamento daí resultantes muito diferentes dos nossos. Expectativas essas, que não saem defraudadas. Quando chegamos ao Ben Gurion - Aeroporto de Tel Aviv -  muito embora a organização seja totalmente ocidentalizada, a decoração e qualidade das infra-estruturas seja totalmente europeísta e a multidão de pessoas tenha feições semelhantes às que estamos habituados, somos invadidos pela apreensão de quem não está acostumado a cruzar-se de 10 em 10 metros com militares armados de M-16 a tiracolo. São baixos, robustos, seráficos e sisudos. E é a uma dessas personagens, por sinal uma rapariga bem gira de uniforme mas com cara de quem nunca perdeu a jogar "ao sério", que temos de explicar, bem explicadinho, a razão da nossa visita. Ela com facilidade relativa - eu também tinha feito a barba e não tinha aquele ar de Mouro que a rapaziada do Porto insiste em me atribuir - lá nos deixa passar e dá-nos acesso ao bafo respirável, embora tremendamente quente, de Israel!

 

Pronto para dar início à aventura..

 

(continua)


publicado por João Maria Condeixa às 11:02
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Sábado, 29 de Janeiro de 2011
por João Maria Condeixa, em 29/1/11

Do melhor humor que já se fez em Portugal


publicado por João Maria Condeixa às 14:09
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Sexta-feira, 28 de Janeiro de 2011

Esta oposição anda doida. Veja-se, que de um problema num processo eleitoral, quer agora retirar ilacções políticas e responsabilizar o ministro da tutela em vez de apurar as dificuldades técnicas que o causaram. Silva Pereira que é esse ser iluminado é que sabe: a oposição podia perfeitamente juntar-se e investigar porque razão o undersnipe não manteve o linkage de acesso ao router no dropdown do vote em download consecutivo de eleitores armados ao hacker do pingarelho. Podia fazê-lo mas preferiu esse caminho turtuoso, baixo e sujo de pedir responsabilidades àquele que as tem - o que em Portugal além de raro, até já devia ter sido proibido e constitucionalmente definido como "no can do". -

 

Essas atitudes excêntricas deviam ficar reservadas para o gigante russo - que no dia seguinte ao atentado do aeroporto de Domodedovo demitiu os responsáveis - ou para esses meninos de coro britânicos que se demitem do governo por durante o seu mandato à frente do News of  the World - um jornal da terra - terem sido feitas escutas ilegais. Nós não somos assim..


publicado por João Maria Condeixa às 09:30
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Quarta-feira, 26 de Janeiro de 2011
por João Maria Condeixa, em 26/1/11

...ver o PCP extremamente indignado por o governo ter recebido o Ministro dos Negócios Estrangeiros Israelita quando já mais que uma vez convidou as milícias da FARC para virem bailar ao Avante!

 

É mais um caso de indignação selectiva para juntar ao da Ministra da Educação que, esquecendo o que o próprio governo fizera meses antes numa acção de propaganda do seu ministério, se mostrou revoltada com a presença das criancinhas na manifestação dos caixões! Portugal vive cheio de memórias selectivas..


publicado por João Maria Condeixa às 20:55
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Terça-feira, 25 de Janeiro de 2011
por João Maria Condeixa, em 25/1/11

De balão em balão de oxigénio José Sócrates lá vai permanecendo como um sempre-em-pé, que quando está prestes a ficar por terra regressa à vertical, parecendo contrariar a lei da gravidade. As distracções são muitas e em número igual aos erros, trapalhadas e desnortes do governo. E a cada uma que se dá, parece haver um reset pelo meio que surpreendentemente começa tudo de novo. Fazendo, como numa espécie de ataques pontuais de Alzheimer, com que todas essas falhas governativas sejam esquecidas em vez de irem acumulando. E isso leva a que nem a crise passe, nem o FMI venha, nem a gente almoce.

 

Agora que tinham passado as presidenciais e que íamos voltar a discutir política e o estado do país regressa o Caso Casa Pia? Alguém que marque a página onde íamos, sff...


publicado por João Maria Condeixa às 09:15
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Segunda-feira, 24 de Janeiro de 2011
por João Maria Condeixa, em 24/1/11

Agora que já acabaram as Presidenciais podemos voltar a discutir política?


publicado por João Maria Condeixa às 21:38
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por João Maria Condeixa, em 24/1/11

Não acredito que ninguém no seu perfeito juízo tenha votado em José Manuel Coelho com vista à sua eleição e tenho a ideia que a grande maioria dos votos de Nobre lhe foram atribuídos, não por lhe reconhecerem capacidades para o cargo, mas por personificar uma candidatura fora do sistema.

 

No fundo foram dois canais de votos de protesto que somados representam 18.6%, ou seja, 782 482 votos. Se a estes somarmos 4.26% brancos e 1,93% de nulos, ficamos com 1.028.000 votos de protesto, ainda que alguns nulos sejam de monárquicos. Um milhão e 28 mil eleitores (!) a reclamarem melhores políticos e políticas, o que num universo de 4.489.904 pessoas que foram votar representa 23%.

 

Com uma abstenção a bater recordes e a posicionar-se nos 53,37% e 23% de votos de protesto já descritos, não devíamos estar a falar no estado de saúde da democracia - como já é hábito e se tornou cliché - mas sim no estado de saúde político daqueles que trabalham sob a sua égide. É que a primeira está viva e recomenda-se, agora os seus protagonistas, esses, definham a cada acto eleitoral que passa. Sinal de que há uma geração por acabar. Só espero que não tenha feito escola..


publicado por João Maria Condeixa às 11:03
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Domingo, 23 de Janeiro de 2011
por João Maria Condeixa, em 23/1/11

Esta trapalhada toda com os cartões de cidadão traz-me à memória aquela história anedótica dos inventores que queriam criar qualquer coisa tecnológica que escrevesse debaixo de água. Enquanto uns puxavam pela cabeça e resolviam integrais, derivadas e equações complexas, outro foi pelo caminho mais fácil e lembrou-se do lápis. Sim, a grafite escreve debaixo de água, pasmem-se!

 

O recenseamento eleitoral e o método por nós utilizado lembra-me os primeiros cientistas. Sob o culto da burocracia tudo inventamos para complicar as coisas. Verdadeiro simplex - já que fazem tanta questão de darem nomes pomposos às coisas - seria aos 18 anos transformar automaticamente todo e qualquer cidadão em eleitores de pleno direito e dever - que já existe - e abdicar-se do cartão, nº de eleitor e registo de cidadão para esse efeito. Assim, com a mera apresentação do BI - ou Cartão de Cidadão - qualquer um poderia votar na sua área de residência.

 

Eu sei que assim estamos todos mais "contadinhos" e controlados e que estatisticamente o número de abstencionistas não é tão expressivo, mas esse é para o lado que durmo melhor. Ando farto de engenharias e sem paciência para burocracias. Acabe-se com o recenseamento, faxavor!


publicado por João Maria Condeixa às 19:34
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Sábado, 22 de Janeiro de 2011
por João Maria Condeixa, em 22/1/11

muito mesmo. Amanhã digo-vos o que acabei por escrever no boletim de voto.


publicado por João Maria Condeixa às 22:00
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Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2011
por João Maria Condeixa, em 21/1/11

O último cartucho de Manuel Alegre é exigir que Cavaco Silva esclareça se fugiu ou não à Sisa. Isto é conversa de quem se está a candidatar à Câmbra de Murgunhenha-de-Cima!


publicado por João Maria Condeixa às 16:42
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por João Maria Condeixa, em 21/1/11

Quando todos os candidatos rumam a Norte e às principais cidades - onde existem pessoas - à procura de votos na recta final, inversamente o PCP mergulha no Alentejo e por lá termina os seus dias.

 

Sabe que ali está o seu eleitorado e parte ao seu encontro para ver se não o deixa fugir. Aquilo que é uma bola de neve - o que é menos desenvolvido, não segura a população e por isso não concentra tanto a atenção dos políticos, o que, por sua vez, compromente ainda mais o seu desenvolvimento - resultou de uma opção trilhada há 30 anos e que espelha o estado a que o Comunismo conduz. Daí que onde ele hoje ainda existe, seja onde o atraso se mostra mais significativo

 

Prestem pois também atenção a este pormenor e não continuem nessa senda que é a morte do Alentejo e um prejuízo enorme para Portugal..


publicado por João Maria Condeixa às 12:29
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por João Maria Condeixa, em 21/1/11

 

Garanto-vos que programas como o Ídolos cumprem mais o seu propósito que as campanhas presidenciais. Quem chega ao fim, goste-se ou não, mostrou os seus dotes vocais. Enquanto que nas presidenciais - não se julgue que só estas é que foram assim - poucos são os momentos em que os candidatos mostram ao que vão.

 

Primeiro por tal não lhes ser pedido: nas ruas o eleitorado que se cruza com os candidatos transforma-os, pelos pedidos que lhes faz, em Super Primeiro-Ministros. Para o eleitorado há os Presidentes de Junta, os Presidentes de Câmara, o Primeiro-Ministro e, por fim, no topo da cadeia alimentar, o Presidente da República. Este é o organograma que traçam de Portugal sem distinções de responsabilidades e competências. A todos fazem, praticamente, os mesmos pedidos e reclamações.

 

Daí que os candidatos, cedendo à tentação de absorverem a atenção do eleitorado, falem daquilo que muitas vezes não lhes compete, esquecendo, por exemplo, temas que lhes deviam encher os dias como a manutenção da soberania do Estado e dos instrumentos financeiros que a estão a pôr em causa - não o FMI, mas, por exemplo, a necessidade de levar à Comissão um orçamento para aprovação prévia -. Poucos foram os temas que focaram e que lhes dizem directamente respeito: ou mandaram para o ar declarações de interesse gerais ou prometeram aquilo que não lhes compete.

 

Ora se nem eleitorado, nem candidatos focam e valorizam os dotes para as ditas funções, talvez isso queira dizer algo sobre o confuso regime semi-presidencialista em que vivemos e que poucos parecem saber, ao certo, o que é.


publicado por João Maria Condeixa às 11:00
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Quinta-feira, 20 de Janeiro de 2011
por João Maria Condeixa, em 20/1/11

Nem os mercados são a tal coisa abstracta, nem a democracia deixou de existir por causa deles. Julgava que já todos tínhamos aprendido esta lição depois de repetida vezes termos tido que corrigir José Sócrates.

Daí que argumentar ou instigar medo com base nas consequências que as nossas decisões possam vir a ter sobre eles, me surpreenda e me faça discordar, sobretudo quando vejo que é alguém como Cavaco a dizê-lo - alguém que tem mantido alguma sensatez sobre o assunto.

Só que pelos vistos as eleições dão a volta à cabeça de qualquer um.

Não podemos entrar a pés juntos como tem feito Teixeira dos Santos, aka Paulinho Santos do governo, mas também não podemos ficar  seus reféns. E ameaçar nesse sentido é um mau princípio. Sobretudo para quem não tem necessidade de o fazer, pois com alguma segurança ganhará à primeira volta.

 

Hoje veio Fernando Nobre com a conversa do tiro na cabeça - ridícula, mas inocente -. Já o tiro nos pés foi dado por Cavaco Silva.


publicado por João Maria Condeixa às 17:38
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por João Maria Condeixa, em 20/1/11

A Luciana Abreu teve um bebé - acho eu que é um bebé. Pelo nome é bem capaz de ladrar - e correu tudo bem. Esta parte é a boa notícia. A gravidez é que parece que foi atribulada. A criança sofreu do síndrome de Maria Albertina em último grau, que é como quem diz "em matéria de nomes de filhos nem as novelas brasileiras têm tão mau gosto". Não ponderaram sequer exemplos tão tradicionais como Vanessa ou Cátia Andreia e saltaram logo para os exóticos "Lucianny" - a fusão dos nomes dos pais - e coisas do género. Uma tômbola de parolice da boa, portanto. Finalmente, lá se decidiram com um - original seria um eufemismo - no mínimo estranho, "Lyonce Viktória", que em caracteres estrangeiros só encontra paralelo no nome do pai!

 

Os progenitores estão muitos felizes e a senhora da fotografia vestida de ferrero rocher - quer pelo tom do embrulho , quer pela avelã que leva no interior - já terá dito à comunicação social que se encontra muito feliz com a "menina muito branquinha e de olhos azuis" - que é quase o mesmo que dizer que a filha é do padeiro lá do bairro e não de Yannick!

 

Os portugueses, para desgosto dos pais da bebé, estão muito críticos em relação ao nome escolhido, o que também não se percebe já que o que não faltam por aí são erros de casting em matéria de toponomia humana. Até lá para os lados de Cascais a coisa não anda muito famosa: quem no seu perfeito juízo chama Pureza a uma filha, se a sua validade são apenas 15 anos - o tempo exacto até à rapariga encontrar o Bernardo, forcado de Montemor ou Santarém que lhe dará cabo do nome - ?

 

Como vêem isto de dar nome aos filhos não está fácil. Eu que o diga que sobrevivi ao terror da Primária com o nome que me deram...


publicado por João Maria Condeixa às 10:54
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