Sexta-feira, 29 de Outubro de 2010
por João Maria Condeixa, em 29/10/10

É perfeitamente normal o que está a acontecer em Lisboa. Tantos dias seguidos de chuvadas intensas, maremotos do Tejo, ventos ciclónicos, inúmeros sem abrigo a fazer as suas necessidades nas ruas, milhares de desastres de camiões da Água do Luso e inestimáveis gastos supérfluos de todos os Lisboetas no banho da manhã só podia dar nisto. A CML não deve ter culpa nenhuma...


publicado por João Maria Condeixa às 12:24
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Quinta-feira, 28 de Outubro de 2010
por João Maria Condeixa, em 28/10/10

Sócrates promete "só mais um esforço!". Isto vai lá é com chocolate para o leite.


publicado por João Maria Condeixa às 19:03
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por João Maria Condeixa, em 28/10/10

Está meio mundo apavorado com a vinda do FMI, não pela austeridade das medidas que ele possa trazer - essas, de uma maneira ou de outra terão de ser implementadas -, não pela perda de autonomia que isso possa significar - já hoje todas as decisões tomadas são reflexo de "conselhos" externos -, não pela perda de influência que isso acarrete, nem pela desconfiança que criará nos mercados - acredito que mais rapidamente reconquistariamos essa confiança com o FMI, do que com este impasse actual -, nem pela humilhação que a sua vinda possa significar.

 

O meio mundo está apavorado com o FMI por saber que caso ele venha, passarão a ser marionetas suspensas por fios sem margem de manobra para esticar o cordel na ânsia de ir buscar mais qualquer coisa para si e para os seus. É isso que os assusta: obedecer, sem poder tirar proveitos.


publicado por João Maria Condeixa às 15:42
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Quarta-feira, 27 de Outubro de 2010
por João Maria Condeixa, em 27/10/10

Cavaco ontem apresentou a sua candidatura ou esteve a prestar contas em adiantado ao FMI? É que pelo auto-elogio, pareceu.


publicado por João Maria Condeixa às 15:35
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por João Maria Condeixa, em 27/10/10

 

Se antes de partir de férias já levava a ideia que o país cada vez mais se assemelhava a uma novela mexicana de baixo orçamento - até neste ponto a ideia bate certo - então agora que voltei não me restam dúvidas nenhumas. Desde o primeiro episódio - pouco interessa quantos se perdem pelo caminho - que se conhece o desfecho final, mas ainda assim insiste-se em acompanhar o "evoluir" da trama. O vilão e o herói sabemos quem são desde o momento em que o primeiro atraiçoou o coração da doce e frágil beldade - as coisas que eu chamo ao eleitorado - e o outro, ainda que tropegamente, ofereceu o seu ombro para lá irem chorar.

 

E como nas más novelas - há boas? - o bom da fita, pouco ou nada faz para derrotar o mau, pois isso seria manchar a sua conduta. E se há coisa que o bom da fita não pode fazer, é perder aquele arzinho angelical, calmo e pacífico, de quem sabe que no fim tudo será seu. Até esse momento, será o estupor do vilão que, tal como o Coyote, tudo fará para se auto-infligir e enterrar. E nisso, Sócrates tem mostrado valor.

 

Só que aqui, até ao momento em que o vilão regressa uma e outra vez do coma profundo até por fim lhe chegar a morte final, quem também vai sofrendo com as amarguras das suas decisões é este país. E se o herói não entende isso,  também não merece ficar com a beldade do enredo, pelo que se afigura que ela vá parar às mãos de António Borges. Que é aquela personagem da qual só se ouve a voz e se vê a mão, mas à qual os peões poderão todos vir a ter de responder.

 

PS- estar de volta da viagem ao Médio-Oriente significa que tentarei, nos próximos dias, deixar aqui o que por lá encontrei a cada recanto. Para já adianto só que ir sozinho para aqueles lados não é tão arriscado quanto pintam! Ainda que se apanhem uns quantos imprevistos pela frente. Até já.


publicado por João Maria Condeixa às 14:02
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Terça-feira, 26 de Outubro de 2010
por João Maria Condeixa, em 26/10/10

Vai uma pessoa ao muro das lamentações e quando volta descobre que a vítima ainda continua como Primeiro-Ministro. E que o tango continua..

 

PS - como é visível já me encontro em solo português e com teclado familiar na ponta dos dedos! Estou de volta! E recarregado!


publicado por João Maria Condeixa às 16:45
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Sábado, 23 de Outubro de 2010
por João Maria Condeixa, em 23/10/10

Existem dois Sabbaths: o de Jerusalem, vivido numa vertente bastante espiritual e o de Tel Aviv, muito mais liberal, mas tremendamente denunciador da importancia que a familia constitui neste pais. Num ou noutro local e' impressionante a forca que este periodo tem.

O domingo catolico dura pouco mais de uma hora, que e' o tempo da missa e de dois dedos de conversa em frente a Igreja. O Sabbath cavalga a propria religiao, dura um dia e meio e propaga-se por tudo aquilo que e' rua, areal ou monumento a visitar, com um unico proposito: reuniao.


publicado por João Maria Condeixa às 16:35
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Sexta-feira, 22 de Outubro de 2010
por João Maria Condeixa, em 22/10/10

Voltei a casa. Pode parecer estranho e ate' tendencioso, se for lido do ponto de vista politico, mas a verdade e' que voltar a Israel depois de incursoes 'as "arabias" traz-nos essa sensacao de voltar a casa.

 

A razao e' simples e ja' aqui fui adiantando: os europeus vao tendo, cada vez mais, tudo programado, definido, arrumado e compartimentado. Mas o que e' uma mais valia - desde que nao levado ao excesso, claro - pode tornar-se num pesadelo, quando nos e' tirado. Se 'a nossa volta, numa entropia esquizofrenica, nos tirarem o conforto da cama, o sossego do sono, a estabilidade alimentar, a frescura da agua, a rede do telemovel, a musica do ipod e nos derem po', parca comida, musica popular arabe aos berros, pimentos ao pequeno almoco e mesquitas pelos ouvidos dentro, inclusive, as 5h da manha, e' natural que Israel saiba a Europa e nos lembre casa. Ja voltei. Ufa...depois conto melhor o que na Jordania se passou. Hoje so' quero dormir.


publicado por João Maria Condeixa às 15:47
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Quinta-feira, 21 de Outubro de 2010
por João Maria Condeixa, em 21/10/10

Embora ainda volte a Israel, saltei a fronteira para a Jordania. Barata, acolhedora, guarda em Petra o sitio mais espectacular que alguma vez vi. Fenomenal! Quando eu morrer, quero que me ponham neste dito cemiterio, ainda que na gruta mais humilde! A proposito, pouco faltou para cumprir este meu desejo. Conselho: nunca subir as 13h ao mosteiro (2 horas a subir escadas gravadas na pedra) sem ter almocado e com pouca agua na garrafa. Diz que os heat strokes nos fazem ver a vida a andar para tras e a encostar 'a boxe umas quantas horas.

 

PS: se os beduinos chegassem a Hollywood roubavam o papel de Jack Sparrow a Johnny Depp num abrir e fechar de olhos. Eu depois mostro-vos aquele que me alugou o camelo dele para verem se eu nao tenho razao.

 


publicado por João Maria Condeixa às 10:38
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Quarta-feira, 20 de Outubro de 2010
por João Maria Condeixa, em 20/10/10

No's europeus estamos a perder todos os anticorpos para o imprevisto e o que sai fora do standard. Perguntem aos meus intestinos que tem refilado contra a ingestao da falafel ao pequeno almoco, se assim nao e'. Mas nao e' so' nos aspectos que a ASAE controla que nos sinto demasiado protegidos. Camaras houvesse para gravar a minha cara no meio do deserto, retido dentro do carro, enquanto o meu taxista agredia um policia por lhe ter passado uma multa e iam perceber do que falo. A noite caia e a minha pessoa mingava a cada berro arabe que entre si largavam. Mais ninguem para alem de no's ali estava e a mim nem a porcaria da marca do carro "Samsung" me era familiar. Claro que o unico que nao se encontrava minimamente protegido para este tipo de situacoes era este vosso europeu de meia-tigela!

 

Mas ja esta em Petra, inteiro, e a ouvir a incansavel chamada das mesquitas...


publicado por João Maria Condeixa às 11:04
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Terça-feira, 19 de Outubro de 2010
por João Maria Condeixa, em 19/10/10

Os pequenos almocos de falafel tem-me feito bem. Estou rejuvescido e mais leve que a agua. Perguntem a quem me viu no Mar Morto!

 

Entretanto, aproveitem a oportunidade para perguntar onde fica Masada, para irem la assim que puderem. Se a parte historica e o exemplo daquele milhar de Judeus nao vos impressionar, garanto-vos que o calor, a altura e a aridez o farao! Nao sabem do que falo? Aqui fica. Inspirou, e bastante, o povo escolhido na altura da Guerra da Independencia.


publicado por João Maria Condeixa às 10:30
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Segunda-feira, 18 de Outubro de 2010
por João Maria Condeixa, em 18/10/10

Nao se assustem com o que veem na televisao. A Palestina nao e' pior, nem muito diferente de uma feira das galinheiras ou da antiga feira do relogio em Lisboa: suja, repleta de po' e cheia de rapaziada aos berros e 'as buzinadelas. De resto fui bem recebido, como e' qualquer pessoa que de resto se aproxime de um desses estabelecimentos comerciais dos feirantes!

Sair de la e passar pelo checkpoint foi mais enervante. Estou quase como o Pinheiro de Azevedo: nao gosto de uzis nem de M5s. E uma coisa que me chateia!

 

Disclaimer: este post nao e' uma tomada de posicao politica, meus senhores de esquerda. E' apenas a comparacao sociologica da coisa..


publicado por João Maria Condeixa às 19:22
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Sexta-feira, 15 de Outubro de 2010
por João Maria Condeixa, em 15/10/10

Por aqui ja me vou habituando a armas a tira-colo, a miudas giras - algumas tambem com armas a tira-colo -, a uma estranha sensacao de plena seguranca e ao mix de religioes. Dependendo por onde se entra na cidade antiga de Jerusalem assim o mundo que nos e' apresentado muda! Gravar para memoria futura: em bairro onde e' proibida a entrada, dificil e' saber por onde fica a saida. Depois explico...

 

PS - este post nao esta' escrito segundo o novo acordo ortografico. Este teclado tem e' 3 alfabetos pelo que nao ha espaco para essas esquisitices portuguesas que sao os acentos!

 

Shalom!


publicado por João Maria Condeixa às 17:24
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por João Maria Condeixa, em 15/10/10


publicado por João Maria Condeixa às 17:14
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por João Maria Condeixa, em 15/10/10

 


publicado por João Maria Condeixa às 17:03
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