Quarta-feira, 25 de Maio de 2011

Não é justo, na zona do Chiado as casas estão cada vez menos degradadas! Aparentemente estão a ser revitalizadas, recuperadas e reabitadas. E a preços altíssimos a que as pessoas se dispõem a pagar. E eu queria uma!

 

Isto do mercado ditar por onde quer ir tem de acabar. Tínhamos quase tudo para aquela ser uma zona barata: complicámos a vida ao arrendatário, desincentivámos o arrendamento, burocratizámos e inviabilizámos qualquer obra de recuperação pelo proprietário e agora que a JSD tinha uma proposta trotskista para a venda forçada de imóveis degradados ou abandonados para arrendamento a jovens - acho que podiam ter ido mais longe e proposto mesmo a "okupação"! - percebemos que no Chiado já está tudo a ficar impecável e habitado! E eu queria lá uma! E das baratinhas...

 

Sobre isto, aqui está a melhor frase que encontrei sobre o assunto: "dá sempre jeito criar dificuldades para vender facilidades." por André Azevedo Alves.


publicado por João Maria Condeixa às 21:23
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8 comentários:
De Não sei se vou ser gentil a 26 de Maio de 2011 às 19:03
Li há uns anos bons que, na Holanda, provando-se inabitada por mais de um ano, uma habitação pode ser ocupada devendo a autarquia decidir da renda a receber pelo proprietário. Mas isso é na Holanda, esse país declaradamente comunista e onde não há respeito nem pela liberdade nem pela propriedade privada.


De João Maria Condeixa a 26 de Maio de 2011 às 19:52
Ainda que fosse como diz, não era por vir da Holanda que seria correcto. Mas por acaso, pelo que já percebi, não é assim: http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,pessoas-protestam-contra-lei-sobre-ocupacao-de-imoveis-na-holanda,618420,0.htm


De Não sei se vou ser gentil a 26 de Maio de 2011 às 20:21
«A ocupação de imóveis abandonados é uma TRADIÇÃO na Holanda. Pessoas também se manifestaram pacificamente contra a medida que torna o HÁBITO ilegal.»
Retirado da notícia com sublinhados meus. Tudo indica que houve um retrocesso.
Sendo eu próprio proprietário de imóveis, ( e não são assim tão poucos), considero que a ocupação de um imóvel abandonado é, (deveria ser), um direito. Mesmo um DEVER! Todos os dias faço percurso de 42 km no turístico Algarve, e passo por DEZENAS de quintas e habitações abandonadas. Esperando o "camone" providencial? Que os herdeiros se entendam? Entretanto o património arquitectónico popular tradicional vai esboroando-se. Pouco já resta. Em 50 anos os portugueses fizeram o feito, que muitos países europeus apesar de guerras e bombardeamentos, não conseguiram, de erradicar o passado. Moinhos? Nunca houve! Noras? Tanques? Hortas e pomares? Quéisso?


De João Maria Condeixa a 27 de Maio de 2011 às 11:28
Como já tive oportunidade de explicar, muita dessa degradação resulta da acção do Estado que ao burocratizar, ao balizar rendas ou não permitir a sua actualização e ao inviabilizar despejos por justa causa, etc. não possibilita ao proprietário a manutenção devida do imóvel.

Em conflito de herdeiros, não percebo a apologia de autorizar o Estado a reclamar aquilo que não lhe pertence. Isso é roubo!

O património arquitectónico não se esfuma assim, nem tem garantia de preservação apenas pela mão estatal. Basta ver os exemplos de privados que recuperam e mantém a traça original e lhe devolvem vida (turismo etc) como o Estado não faz nem deveria fazer pois não deveria ser essa a sua preocupação principal.


De Não sei se vou ser gentil a 26 de Maio de 2011 às 20:27
Pois claro que por vir da Holanda não que dizer que seja correcto mas e é correcto não existir legislação de espécie nenhuma que garanta que os nossos netos conhecerão o encanto de uma casa portuguesa tradicional, resultado de SÉCULOS de cultura mediterrânica? E de uma, por sinal, com particularidades bem definidas.


De Não sei se vou ser gentil a 26 de Maio de 2011 às 20:37
Calhando estará mais correcta a jornalista venezuelana anti Chavez reclamando sobre « el derecho SACROSSANTO a la propriedad privada!» Assim mesmo com estas mesmíssimas palavras. Nem mais nem menos - SACROSSANTO!


De João Maria Condeixa a 27 de Maio de 2011 às 11:29
Sim, não é preciso reclamarmos a mão divina para este assunto :) aí estou de acordo!


De e o senhor dr engenhêro dormia nessas a 29 de Maio de 2011 às 22:24
casotas

custavam só 250 florins mas infelizmente nem soalho nem aquecimento central
e a vizinhança espalha muitas agulhas nas escadas

isto era há uns 9 anos bons quase 10

pode ser que o euro tenha mudado isso

De Não sei se vou ser gentil a 26 de Maio de 2011 às 19:03
Li há uns anos bons que, na Holanda, provando-se inabitada por mais de um ano, uma habitação pode ser ocupada devendo a autarquia decidir da renda

em Amsterdão ficam mais baratas que um quarto triplo durante 3 dias numa pensãozita barata

mas adesconfio que vossa incelência preferia pagar 100 euros ao dia num quarto de hotel

do quir viver pra essas casas


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