Terça-feira, 5 de Outubro de 2010
por João Maria Condeixa, em 5/10/10

Não me dá especial prazer ver pessoas a chafurdarem em misturas de conceitos. Sobretudo pessoas cultas e vectores de formação. Mas face à pergunta "o que é para si a República?" é só o que tenho visto. Dizem que República é "liberdade", esquecendo que em 100 anos dela, 48 foram de ditadura. Que é "liberdade de expressão", esquecendo que, mesmo fora da ditadura, muitos foram os momentos em se brindou a opinião adversa com uma bala luzidia ou com o jugo do poder. Que é "desenvolvimento", esquecendo ou não querendo ver, que tantos países monárquicos caminham em direcção ao futuro sem os mesmos obstáculos ou complexos que nós. Que foi o "fim dos parasitas", não vendo que alguns dos titulares da nobreza estavam assim para a Monarquia, como estão hoje empresas e tachos públicos para a República.

 

Enumeram todos estes substantivos, esquecendo que por si só a "República" não é nenhum deles e que ainda que tenha uma boa ajuda, pode sempre vir a falhar, redondamente, a sua missão.

 

Um Republicano, tal como um Monárquico, não pode ser desprovido de bom senso e reclamar para o seu modelo qualidades que não lhe são exclusivas.

Até porque para os Republicanos poder ser representado por alguém que não é mais, nem menos que outros e acreditar numa sociedade em que nenhuma família, muito menos por direito divino - Deus tem muito mais que fazer! - é mais do que qualquer outra e que caso alguma vez uma família assim se comporte - a Soares vai-me odiar! - sabe que pode contar com um boletim de voto para a fazer regressar ao seu lugar, devia ser quanto baste! E que só por isso já devia viver a República. Simples.


publicado por João Maria Condeixa às 10:30
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2 comentários:
De sofia a 5 de Outubro de 2010 às 13:18
Olá João, é o perigo das frases feitas, sobre as quais não se pensa verdadeiramente...
Beijinhos e bom feriado,Sofia


De Vitor Correia de Azevedo a 6 de Outubro de 2010 às 10:41
De toda a informação transmitida ontem, a propósito do 5 de Outubro, destaco a seguinte:
Se vivesse em 1910, era fácil querer mudar uma vez que a país vivia mal, era pouco instruído e, eventualmente, teria uma classe governante com tiques feudais. Estes problemas foram colados à monarquia. No entanto, quando o Partido Republicano é auxiliado, na revolução, pela Maçonaria e pela Carbonaria , fico logo desconfiado. Quando 100 anos depois, vemos que os Maçons e os socialistas estão na linha da frente na defesa da República, continuo desconfiado. Parece-me que estou a ser, cada vez mais, defensor de um regime que promova valores de nação, verdadeira liberdade ( que não é com a Maçonaria) e valores cristãos. Parece-me que a Monarquia do século XXI defende estes valores . E ainda por cima, que gaste menos dinheiro do que as Instituições da Presidência da República.


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