Segunda-feira, 21 de Novembro de 2011
por João Maria Condeixa, em 21/11/11

 

Onde é que se puxa a tomada a um blogue? Onde é que ele está ligado para o eutanasiarmos?

 

Tem sido esta a pergunta insistente que tenho feito à cobarde atitude de manter algo que não é actualizado e que já só serve para acumular pó.

Tem sido difícil encontrar 10 minutos que seja para passar por aqui. Hoje leio mais do que escrevo. Mas tem sido mais difícil arranjar a vontade. E os blogues vivem dessa atitude voluntária - do latim "volunta", vontade - que cada autor dispensa para que a coisa se vá mantendo viva. Ora a minha vontade advém da necessidade de fazer algo diferente daquilo que me ocupa os dias. E se os meus dias estão ocupados com o que aqui me trazia, então há que encontrar um outro escape, a bem da sanidade mental. Acho que é a isso que chamam hobby.

 

Os meus hobbies são sempre uma espécie de algo que quero fazer quando for grande: mantêm-me por isso imberbe e sonhador q.b. mas também por isso me roubam muito tempo.

Manter um blogue sozinho é difícil. Mantê-lo por obrigação é penoso. A República do Cáustico entra assim num período de suspensão. Até que um dia destes haja mais fôlego.

 

Por agora vou ali ver o que há para pintar. Um dia vou ser pintor!

 

PS - faço-o no dia seguinte ao PSOE perder as eleições em Espanha, o que deixa alguns a vaticinar sobre o fim do modelo socialista. Desenganem-se. Não julguem que o socialismo deixou de ter fãs. Apenas deixou de ter fundos para os poder iludir..


publicado por João Maria Condeixa às 09:45
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Segunda-feira, 17 de Outubro de 2011
por João Maria Condeixa, em 17/10/11

No dia em que é anunciado um corte de 30% nos salários das Empresas Públicas, o Primeiro-Ministro é posto, por estas mesmas razões - pasme-se! - no "vermelho".

 

Pediram-se cortes, gritava-se pelos cortes, tardavam os cortes e eis que chegados a eles, berra-se contra os cortes! Por acaso já previa isto.

 

Da mesma forma que já previa que aqueles que vociferaram contra a TSU, passassem a ser dela os seus maiores adoradores. Queixam-se agora dela ter permanecido inalterada, esquecendo que, sem onerar a Segurança Social, foi encontrada uma solução que visa, tal como era pretendido, diminuir os custos de trabalho para as empresas. Em vez da descida da TSU ser convertida em carros novos para o "patronato" aumentou-se em meia hora o dia de trabalho conseguindo diluir os custos e aumentar a competitividade.

 

Nada poderá ficar como antes se querem que os cortes - como até aqui tem acontecido - não sejam mera maquilhagem. Ou se corta realmente na despesa com vista à consolidação das contas públicas ou se aumentam impostos ou então, não se respeita o acordo com a troika e aí nem salários se pagam por não haver dinheiro para isso.

 

Parte deste Orçamento de Estado, no que à despesa diz respeito - que devia ter sido feito no PEC I, em vez de com optimismo se ter preferido ignorar a crise e os erros de um país, o que agravou e muito a factura - é o que se mandou em Dezembro passado, por carta, ao Pai Natal. Não nos queixemos agora do que pedimos.


publicado por João Maria Condeixa às 22:52
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Segunda-feira, 10 de Outubro de 2011
por João Maria Condeixa, em 10/10/11

Alberto João manteve a maioria mas nada permanecerá como antes. Sob medidas de austeridade, limitado nas acções por lhe irem apertar os cordões à bolsa, sem estar habituado a "reinar" com recursos limitados, Alberto João terá dificuldades em permanecer no seu posto.

Encontrará o CDS na oposição, motivado pelo seu melhor resultado de sempre, que capitalizou toda a descida de Alberto João e que se mostrou como partido responsável pela primeira derrota do PS, depois das legislativas. Aliás, os socialistas foram derrotados pelo CDS por ter sido este o único partido capaz de constituir a verdadeira alternativa responsável, denunciadora e capaz de vir a assumir-se no futuro. Por isso tanto cresceu o CDS. Já o PS, não tendo sido capaz de encarnar esse registo, transferiu os seus votos (5%) para o PTP, esse "fenómeno familiar". Quanto ao BE, pode-se dizer que viu descer um PAN de fundo sobre si, que lhe roubou o único deputado. Louçã não pode estar satisfeito.

 

Rematando, para Alberto João, pior do que perder votos, é ter perdido espaço para esbanjar dinheiro. Vem aí um futuro diferente.


publicado por João Maria Condeixa às 16:26
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Domingo, 9 de Outubro de 2011
por João Maria Condeixa, em 9/10/11
Cai o PAN de fundo sobre o BE..

publicado por João Maria Condeixa às 20:28
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Segunda-feira, 3 de Outubro de 2011
por João Maria Condeixa, em 3/10/11

O que Alberto João Jardim fez, o PS e José Sócrates e os últimos governos em Portugal também fizeram, indo para além das suas possibilidades, gastando para lá daquilo que produziam, hipotecando, sem olhar a um crescimento sustentável, o futuro que se avizinhava.

Com isto não pretendo defender AJJ - aliás, se interessados houver, bastará verem posts anteriores sobre a questão da Madeira para perceberem que estou longe de desculpar o senhor -  mas a verdade é que ele não fez o que outros não tenham também feito. Só que, como ouvi bastantes vezes em novo: "com o mal dos outros posso eu bem!". Portugal não pode continuar por este caminho, por muitos ou poucos, que o pratiquem. Por muito irrelevantes ou importantes que sejam os arautos keynesianos, Portugal não pode voltar a gastar para lá das suas possibilidades.

 

Mas a última palavra cabe ao povo, ao eleitorado. E o povo não gosta de ser contrariado e perante cavalo dado não olha o dente. Razão pela qual não estranhe, nem questione, o crescimento exacerbado, a parafernália de obras públicas, a pertinência do investimento. Conquanto for vendo obra feita, para ele, eleitorado, está tudo bem. Mesmo em casos limite, como foi o de Isaltino, em que o PSD lhe retirou - e bem - a confiança política e o eleitorado - mal - o reelegeu. O eleitorado tem um fetiche para o voto do betão. Mesmo que este lhe venha a sair caro.

 

O eleitorado prefere adiar sacrifícios e, como Alberto João Jardim, pagar mais tarde. Mesmo que isso represente uma factura bem mais cara.

Só que esse comportamento, seja no continente ou nas ilhas, já devia ter os dias contados faz tempo.


publicado por João Maria Condeixa às 12:15
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Sábado, 24 de Setembro de 2011
por João Maria Condeixa, em 24/9/11

O Expresso traz hoje dentro umas fitinhas do BCP. Com o mesmo custo podiam ter distribuído acções para pôr no pulso. Isso sim, era fino!

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Sexta-feira, 23 de Setembro de 2011
por João Maria Condeixa, em 23/9/11

Numa semana a EMEL poderia ser accionista maioritária do BCP. Era só recolher os trocos dos parquímetros.

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publicado por João Maria Condeixa às 11:20
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por João Maria Condeixa, em 23/9/11

Acabei de pôr três acções do BCP no parquímetro

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publicado por João Maria Condeixa às 10:33
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Terça-feira, 20 de Setembro de 2011
por João Maria Condeixa, em 20/9/11

Noutros tempos o PM não teria ido à televisão com uma pedra, de um tamanho de uma ilha, no sapato. Antes teria criado várias frentes de guerra - especialmente envolvendo o PR - e saído ileso do momento. Mas não teria até porque não poderia criticar o que também era o seu comportamento. Esta era a prática "spinnada" de José Sócrates.

 

Noutros tempos o PM não teria admitido o fail da Grécia como um cenário possível, antes teria ignorado todas as "conjunturas pessimistas" e suas eventuais consequências até ao momento em que elas lhe entrassem por S. Bento adentro, hipotecando muitas das soluções aos portugueses. Esta era a versão autista de José Sócrates.

 

Noutros tempos o PM não teria, sequer, 100 milhões de euros de corte na despesa para apresentar. Muito menos em 2 meses. Esta era a costela socialista de José Sócrates.

 

Noutros tempos o PM não seria questionado sobre os cortes - ai afinal existem?! - em áreas sensíveis apenas porque nem sequer se teria debruçado sobre o assunto. Mesmo que na saúde os custos tivessem aumentado sem uma evolução correspondente da qualidade e ninguém tivesse dado por isso. Esta era a técnica de engorda estatístico-estatal de José Sócrates.

 

Noutros tempos o PM não teria de falar das reacções corporativistas face aos cortes, apenas porque não teria confrontado esses poderes. Esta era a técnica de sobrevivência de José Sócrates. Se a coisa apertasse muito, voltava-se atrás.

 

Noutros tempos o TGV continuaria a existir em vez de uma opção 4 vezes mais barata e igualmente competitiva. Esta era a ideia megalómana de José Sócrates.

 

Noutros tempos o PM não falaria de privatizações, muito menos 2 meses depois de ter tomado posse, muito menos com vista à mudança de papel do Estado. Esta era a outra costela socialista de José Sócrates.

 

Noutros tempos a avaliação dos professores não teria sido puxada pelo próprio para cima da mesa. Este era o seu mais evidente falhanço governativo e que agora, em 2 meses, ficou resolvido.

 

Enfim, nada que espante: o grau de execução de outros tempos não era famoso e a atitude também não.

 

Ah e noutros tempos os pavões pupilavam lá fora..


publicado por João Maria Condeixa às 22:44
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Sábado, 17 de Setembro de 2011
por João Maria Condeixa, em 17/9/11

A notícia é falsa. Quem a desmente é a ERSE. E não obstante isso o link ainda é este que vos deixo - http://economia.publico.pt/Noticia/Filhos-de-uma-grande-puta-2012_1512168 -.

 

Partindo do pressuposto que não há linhas editoriais assim, o Público deve ter sido vítima de pirataria, só pode. Mas a mudança de link é possível e um dia terá de ser feita.


publicado por João Maria Condeixa às 12:49
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Sexta-feira, 9 de Setembro de 2011
por João Maria Condeixa, em 9/9/11

Na TVI24 no congresso do PS sobre os seus colegas: "olhando para aí vejo que estão todos bonitos e eu estou assim. Pareço o representante dos metalúrgicos!"

Santos Silva, tinhamos saudades tuas!


publicado por João Maria Condeixa às 22:48
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Domingo, 4 de Setembro de 2011
por João Maria Condeixa, em 4/9/11

Da série separados à nascença.

Louçã diz que é preciso um "novo 25 de Abril na economia". O 25 de Abril de Vasco Gonçalves ainda estamos a pagar.


publicado por João Maria Condeixa às 09:45
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Sexta-feira, 2 de Setembro de 2011
por João Maria Condeixa, em 2/9/11

Está um jovem na televisão a falar na festa do Avante que tem uma T-Shirt onde se lê "Na luta contra o Imperialismo!". Não podia ser mais adequada. A grande maioria dos presentes até domingo irá ver se extermina com tudo o que é imperial...que esteja nos barris!


publicado por João Maria Condeixa às 19:07
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por João Maria Condeixa, em 2/9/11

Alberto João Jardim consegue ser oposição a si próprio, na mesma frase e várias vezes à semana. Sempre que aponta o dedo ao PS ou ao continente, dizendo que a situação se tornou insustentável por um comportamento despesista, fala contra si e o seu igual comportamento. Às terças, quintas e sábados critica aquilo a que se dedica às segundas, quartas e sextas sendo que o domingo é para o carnaval!

Não fosse empregar meio mundo e o poder já teria mudado. Mas pode sempre dizer que a coisa é semelhante nas autarquias do continente.


publicado por João Maria Condeixa às 09:38
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Quinta-feira, 1 de Setembro de 2011
por João Maria Condeixa, em 1/9/11

Num encontro entre dois países europeus, um deles Portugal, a tradução das declarações da Chanceler Merkel é feita em brasileiro.


publicado por João Maria Condeixa às 12:31
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